Os tempos da escola primária já lá vão, mas as recordações são difíceis de apagar. Lembro-me de ter ficado muito entusiasmada quando comecei a conseguir juntar as primeiras letras, lendo devagar todas as palavras que me apareciam à frente. E lembro-me de passar por uma farmácia e olhar estupefacta para a sua tabuleta rebuscada, onde o F era substituído por PH. "Era assim que se escrevia antigamente", explicou a minha mãe, debitando de seguida uma série de outras palavras que, outrora, se grafavam de outra forma.
Mais tarde, quando comecei as aulas de inglês, não conseguia deixar de pensar que nós éramos muito mais evoluídos do que eles porque já não escrevíamos "como os antigos". Na minha cabeça, a justificação deveria estar relacionada com o facto de eles terem uma rainha - e isso era coisa que me fascinava sobremaneira. Nessa altura fiquei balançada e quanto maior o contacto com a língua inglesa, maior foi a tendência para achar que o H embelezava as palavras. Na minha cabeça, tornava tudo mais elegante, não só na grafia, mas na pronúncia.
E é aqui que eu quero chegar. No Brasil, o TH e o PH são bastante usados, sem que isso altere a forma como dizemos o nome. Sofia ou Sophia são pronunciados do mesmo modo, mas Sophia é bem mais popular.
Alguns nomes com TH:
- Anthony
- Arthur
- Jonathan
- Matheus
- Nathan
- Thomas
- Theo
- Agatha
- Esther
- Nathalia
- Thais
- Thayla
Convém salientar que todos esses nomes estão presentes no
ranking de 100 nomes mais usados em 2010, do Baby Center Brasil, e também é comum ver Thiago e Christina. Mas, para ser justa, também é necessário referir que na lista constam outros nomes que não levam H, como Vítor, Vicente, Augusto, Antônio, Otávio...
Qual é a vossa versão preferida? Existe alguma explicação para esse fenómeno no Brasil, para além da possibilidade de tornar o nome mais apelativo? Acham que se tornaria tendência, caso fosse aprovado em Portugal? Existem outros nomes não estrangeiros que são frequentemente grafados com Th ou Ph?