Carla é uma das versões femininas do nome Carlos. Os autores divergem um pouco quanto ao seu significado: alguns defendem que, partindo do alto-alemão antigo Charal, significa apenas "homem", enquanto outros acreditam que, a partir do também germânico hari, significa "forte" ou "guerreiro". Uma das suas variantes mais populares é Carlota, mas poucos se lembram de o associar a Carolina (através do latim Carolus). Em Portugal, são ainda aprovados Carol, Carela e Carlinda.
Relativamente à sua popularidade, o SPIE diz que o nome Carla começou a ganhar destaque a partir de 1955. Dez anos mais tarde, já eram 284 e em 1969 ultrapassou largamente a fasquia dos mil registos. Mas, o seu ponto alto deu-se durante os anos 70, especialmente entre 1972 e 1977, onde se manteve acima dos quatro mil registos anuais. Hoje em dia, está em desuso (31 registos em 2011, 25 em 2014) ao contrário que se passa com as variações acima indicadas, Carolina e Carlota e com o seu anagrama, Clara.
Nos dias que correm, dificilmente o recomendaria, não só porque está muito associado aos anos 70, mas também porque a sua sonoridade já não me parece apelativa, porque estamos mais na fase dos nomes terminados em -ara. No entanto, não acho que se trate de um nome feio e não reagiria com muito espanto perante uma bebé Carlinha.

