Raquel sempre foi um nome comum entre as minhas amigas da geração de 80. Encontrei uma em cada turma que frequentei e acho que toda a gente deve conhecer uma Raquel na casa dos 30. Não tenho dados oficiais que me indiquem a popularidade deste nome antes de 1990, mas o SPIE diz-nos que houve um pico entre 1975 e 1979. Isto não significa, contudo, que seja um daqueles nomes que remete de imediato para uma década em particular, até porque estava no top 25 em 1990 e manteve-se colado ao top 20 até 2005, quando começou a descer no ranking. Hoje está na 53.ª posição, com uns meros 143 registos anuais e, curiosamente, foi registado mais vezes como segundo nome do que como primeiro - os 210 registos colocam-no na 15.ª posição de segundos nomes mais registados em 2013, com destaque para Ana Raquel que, ainda assim, só foi registado 18 vezes.
Para mim, Raquel não é um nome datado e parece-me tão usável quanto outros nomes "modernos" que conseguiram perdurar no tempo, como Sofia, Joana, Diana, Rita ou Marta. Não é propriamente uma novidade, um nome surpreendente, mas é uma escolha perfeitamente aceitável para os bebés de hoje, a meu ver.
Raquel é um nome bíblico [irmã de Lia e mulher predilecta de Jacob], de origem hebraica, que significa literalmente ovelha e, por associação, há quem aponte o seu significado como "mansa".
