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Rosarinho & Gracinha

em 06/06/17


Em 2012, à custas do mediatismo alcançado pela fadista Carminho, dava aqui conta da possibilidade de este se tornar num dos nomes da moda em Portugal. Na altura, Carminho tinha sido opção para doze meninas, o que até já era uma grande diferença para 2009, ano em que apenas foi registada uma menina com este nome. Passados quatro anos, Carminho surge no top 50 da lista de 2016, estando quase na marca dos duzentos registos anuais e, pelo que me tem parecido, a tendência é para subir ainda mais no nosso ranking. 
Este desempenho de Carminho revela que há abertura para o uso de diminutivos na condição de nome próprio, sobretudo se o nome em questão se apresentar com alguma substância. Desta forma, dentro dos nomes mais comuns retirados da lista de epítetos de Nossa Senhora, há dois diminutivos que podem e devem ser olhados com interesse e falo de Rosarinho & Gracinha
Rosarinho, tal como Carminho, revitaliza um nome que, de outra forma, me parece menos apelativo. Rosário, por via de Maria do Rosário, é um nome marcadamente religioso mas que, na forma do diminutivo, se torna mais terno, mais delicado e mais contemporâneo. Na vizinha Espanha, passou-se o mesmo com Candelária, que caiu em desuso, dando agora lugar ao popular Candela. O mesmo se aplica a Gracinha, com a vantagem de que o diminutivo também se consegue afastar um pouco do substantivo o que, para muitos, poderá parecer bastante benéfico.

Na minha opinião, Gracinha & Rosarinho são alternativas muito válidas a Carminho, podendo apelar a quem gosta de nomes como fortes, como Carlota ou Pureza, ou a quem gosta de nomes mais suaves e delicados, como Madalena ou Amélia.

Maria da Graça

em 09/03/17


Nos últimos anos, assistimos à popularização de Carminho e, talvez por isso, começamos a ouvir falar mais de Maria do Carmo. Em 2013, foram registadas 84 e, em 2014, foi o composto escolhido para 67 meninas portuguesas. Não tenho outros dados que me permitam aferir a evolução do seu uso mas sei que é um clássico, que talvez tenha perdido alguma força na década de 80 e 90, mas nunca deixou de se usar. Maria do Carmo não me encanta, admito. Por comparação, simpatizo bem mais com Maria da Graça, que é menos usado [11 registos em 2013, apenas 8 em 2014]. E simpatizo, sobretudo porque, isoladamente, gosto muito de Graça, um nome virtuoso  que me parece mais vibrante e inspirador do que Carmo. E se Carminho é um amor, Gracinha não lhe fica atrás, pois não?