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| Serena Williams e a filha, Alexis Olympia |
Em meados de 1998, sofri um acidente que me deixou imobilizada durante todo o verão e enquanto a vida corria lá fora, eu desenvolvi uma paixão imensa pelo ténis, que me acompanha até hoje [e como não há coincidências, já ouviram falar de Frederica Piedade, ex-número 1 portuguesa?]. No circuito masculino, os meus jogadores preferidos foram-se retirando, dando lugar a uma espécie de devoção pelo sérvio Novak Djokovic. Mas, no circuito feminino, a minha jogadora favorita mantém-se a mesma. O seu nome é Serena e é, indiscutivelmente, a melhor jogadora de todos os tempos.
Há vinte anos, a Serena Williams era o underdog: irmã mais nova da talentosa Vénus, que chegou a número 1 do mundo antes dela. Corpulenta, numa altura em que se idolatrava a esguia Anna Kournikova. Negra, num desporto de privilegiados. Não vou enumerar as conquistas da Serena, mas esta campeã olímpica ganhou, grávida de oito semanas, um dos torneios mais importantes do circuito. Agora, dez meses depois do nascimento da filha Olympia, e depois de um pós-parto complicadíssimo, está na final de Wimbledon, que se disputará amanhã. Não sei se irá ganhar, mas vê-la a lutar pelo título é absolutamente inspirador. Da minha parte, tudo farei para que a minha filha conheça a sua história. E se algum dia tiver outra menina, Serena estará, certamente, na lista para possíveis segundos nomes da bebé!







