Gosto muito de Julieta e de Violeta. O primeiro, mais tradicional, é ainda visto por alguns como antiquado; o segundo, de uso muito mais recente entre nós, parece moderno, demasiado, até, para outros. Em 2011, ainda os via com alguma desconfiança mas hoje parecem-me perfeitamente adequados e cheios de estilo e são dois nomes que usaria sem hesitar numa filha.
Julieta tem origem no italiano Giulietta, que é um diminutivo de Giulia. É praticamente impossível não associar o nome à personagem trágica da obra de Shakespeare mas, na minha opinião, isso é apenas valor acrescentado! Nas últimas décadas, Juliana e Júlia tem feito parte das escolhas onomásticas dos portugueses mas, em 2014, Julieta não chegou sequer aos 30 registos.
Violeta chega-nos a partir do latim Viola, que significa violeta ou amor-perfeito, que também originou Violante, versão que se usava sobretudo nos tempos medievais e que, entretanto, caiu em desuso [a filha do nosso Nobel da Literatura, José Saramago, chama-se Violante!]. Violeta entrou no top 100 de nomes femininos mais registados em Portugal apenas em 2011 e em 2014 alcançou a 70.ª posição. Felizmente, o número de meninas registadas anualmente com este nome ainda não é muito expressivo, mas talvez seja suficiente para o tornar mais convincente como nome próprio. Violeta já foi exaustivamente elogiado neste blog e pouco mais há a acrescentar mas reforço a teoria de que este é o momento certo para usar nomes mais ligados à natureza.







