Em 2011, aquando de uma reportagem sobre uma menina com este nome, Safira teve um grande impacto mediático e, coincidência ou não, Safira surgiu em 2012 no lote de cem nomes femininos mais usados em bebés. O número de registos anuais não é muito elevado mas, entre 2012 e 2014, já foram regiradas mais de cem menina portuguesas com este nome.
A propósito do nome Safira, escreveu José Leite de
Vasconcelos no III Volume dos seus Opusculos, em 1931:
"Safira, como nome de mulher, é antigo. Já no Novo
Testamento figura com ele a mulher de Ananias (…). Na língua arcaica portuguesa
não o conheço, porém: somente no uso moderno (…). Quem aplica o nome Safira o
não entroncará no do Novo Testamento, mas lhe liga a ideia contida no
substantivo comum safira, isto é, “pedra fina”. Efectivamente, em todos os
tempos se costumou impor à mulher, como ser mimoso e delicado, um nome tirado
de cousas graciosas da Natureza - flores, aves, insectos, jóias, e ipso facto pedrarias – nome que o homem
às vezes também comparte.
Além de Esmeralda e Granada, a nomenclatura portuguesa
ministra outros nomes (de homem e de mulher) para se juntarem a Safira, os
quais são, Aljôfar (pérola), Diamantino & Diamantina, Esmeraldo, Gema ou Gemma,
Jacinto, Margarida & Margarido, Obsidiana, Pérola, Rubim ou Rubí. (…)
Reportando-me unicamente a Safira, notarei que a pedra
deste nome já era muito apreciada em Portugal na idade-média (…). Nos tempos
medievais ligava-se muitas vezes virtude mágica às pedras preciosas (…). Por
isso se compreende que se escolhesse Safira para nome de mulher".
