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Duelo de nomes - Alícia vs Melissa

em 11/01/19


Os posts que vêm aqui semanalmente representam apenas uma pequena parte do tempo livre que dedico ao blog, sendo que, o que me absorve mais horas, é a resposta a solicitações que me chegam por email. Geralmente, estes pedidos gravitam em torno dos nomes clássicos, dos nomes muito populares e das novas tendências, e isso acaba por centrar as minhas atenções sempre para o mesmo lado, o que acaba por se reflectir nos posts que depois elaboro. Como sinto que, nesse capítulo, o trabalho está mais do que feito, decidi que este ano vou dar espaço a nomes que se usam bastante e que raramente aparecem por aqui. 
Então, nada melhor do que iniciar o primeiro duelo do ano com dois nomes internacionais, que eu considero muito delicados e melodiosos e que, na minha opinião, têm uma sonoridade moderna porque, apesar de serem muito usados noutros países, são de introdução relativamente recente na nossa antroponímia. O que acham de Alícia e Melissa? Qual é o vosso preferido? Não se esqueçam de votar! 

Resultado da sondagem:















Já espreitaram o nosso Instagram?

Melina, Melinda & Melissa

em 23/06/15


Nos primórdios do blog, um dos nomes mais procurados por aqui era Mel. Na altura, o facto de ser apenas aprovado como nome masculino gerava alguma polémica e, perante a impossibilidade do registo, costumava sugerir o uso de Melissa como alternativa. Em 2009 e 2010, eu ainda não tinha acedido à lista completa de registos em Portugal e estava longe de imaginar que, então, Melissa já tinha ultrapassado os cem registos anuais! Mais: Melissa está no top 100 desde 1996 e, desde essa altura, tem tido resultados muito estáveis em torno do top 70. Em 2014, Melissa ocupava a 61.ª posição do ranking, chegando aos 112 registos. Não é um número brutal [foram registadas 3323 em 24 anos] mas é o suficiente para se ouvir aqui e acolá, fazendo com que o nome perca alguma frescura.

Sabendo que Melissa já não é um  nome surpreendente e sabendo que Amélia é uma das tendências do momento, parece-me altura de voltar atenções para outro nome muito bonito e que ainda é pouco usado em Portugal. Estou a falar de Melina, que foi registado apenas três vezes em 2014!
Quando vi a sugestão da Joana Santos para abordar Melina e Melinda e percebi que nunca tinha feito um post inteiramente dedicado a Melina, nem quis acreditar, porque é um nome de que gosto mesmo muito! Melina é ultra delicado, parece-me moderno e fresco e, ao mesmo tempo, romântico e suave! Adoro, adoro, adoro!
Ao que parece, Melina tem origem no grego Amelina, que também é aprovado em Portugal. No entanto, também se lhe apontam raízes germânicas, a partir de Emmeline. O significado é que deixa um pouco a desejar... "Marmelo amarelo" não é, definitivamente, a coisa mais poética que já ouvi...
Acho que se há um momento certo para usar o nome Melina, esse momento é agora. Para além da referência a Amélia, lembremo-nos também de Valentina, que já está às portas do top 50 e que, como já vimos, está em alta no Brasil, o que costuma reflectir-se por cá!

Quanto a Melinda, também me agrada, mas a terminação em -inda remete-me para nomes que estão fora de moda. Não acho que seja o caso concreto de Melinda, até porque praticamente não tem tradição em Portugal e não o associo a ninguém em particular, mas, face a Melina, não me parece tão encantador.


Débora

em 27/03/13


Quando resolvi pedir à minha mãe a sugestão para o nome de hoje, já sabia que haveria de surgir alguma coisa inesperada e a escolha de Débora não me desiludiu. Este era o nome de uma colega de escola da minha mãe, há mais de 50 anos. Imagino que, na altura, Débora parecesse um nome muito moderno; hoje não me parece muito fresco, mas os 82 registos de 2011 e os 86 de 2012 -  e o correspondente 67.º lugar do ranking - mostram que tem mais vitalidade do que eu suporia. Entretanto, em 2016, Débora já desceu para os 68 registos, ocupando a 76.ª posição do ranking.
Nos EUA, Deborah foi muito popular na década de 50, chegando a ocupar o 2.º lugar dos nomes mais registados em 1955, sendo seguido de perto pela variante Debra (4.º lugar). Juntos, aliás, seriam o nome mais popular desse ano, ultrapassando em larga escala o líder Mary. 
Derivado do hebraico Deborah, significa "abelha", tal como Jandira e Melissa. A sua versão original, associada ao facto de ser um nome bíblico, remete-me para Sarah, Rebeca, Cipora e, até, Dora. 
Débora não está na minha lista de nomes preferidos e não me lembro de algum dia o ter recomendado, mas também não o acho feio ou desajustado aos dias que correm e jamais desincentivaria o seu uso.  

Melissa não leva acento...

em 04/12/12


Estava sintonizada na Antena 1 quando escuto que a seleção portuguesa de futsal venceu o Japão, com golos de Mélissa Antunes... Pára tudo! Já não chegava Létícia, agora também temos Mélissa? Como não gosto de falar sem certezas, fui procurar o nome da atleta e surpreendi-me porque aparecem dezenas de resultados em que o nome é mesmo grafado com acento, o que pode ser explicado pelo facto de a jovem ter nascido no Canadá. Fiquei um pouco mais aliviada, mas espero mesmo que a pronúncia não pegue. Sei que há muita gente que não vê Melissa com bons olhos, mas assim ainda pior! 
Já agora, alguém sabe se o nome do bebé da Patrícia Bull é mesmo James? 

Duelo de nomes - Larissa vs Melissa

em 31/05/12


Se espreitarmos um post com sugestões de nomes dadas por grávidas ou recém-mamãs, é muito provável que encontremos Lara e Mel, dois nomes delicados, curtos e contemporâneos. Os dois não estão em pé de igualdade já que, como bem sabemos, Mel tem sido rejeitado como nome feminino pelo IRN, pelo que não é possível fazer uma comparação em termos de popularidade. O que se sabe é que Lara é bastante popular. Ora, se um não é permitido e outro está a começar a saturar, passemos para o campo das alternativas; depressa chegamos a Larissa e Melissa. 
Ambos os nomes estão associados à mitologia grega, representando mulheres fortes; os nomes, contudo, são muito doces e femininos. Acho que tanto um como outro são muito apropriado para os dias que correm. São nomes relativamente comuns, que já toda a gente ouviu mas não são muito populares, e têm um lado infantil que parece encantar as mamãs e os papás. Não sei muito bem explicar esta coisa do infantil, mas a Ana retratou-o bem, há uns tempos...