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Sophia

em 06/11/19


Comemora-se este mês o centenário do nascimento da escritora Sophia de Mello Breyner, figura magnânima da nossa literatura, e a data será devidamente assinalada com uma série de eventos por todo o país. Pergunto-me se isso poderá redobrar o interesse nesta grafia, que só foi aprovada em finais de 2017. Como vimos no início do ano, notou-se um aumento do número de registos das grafias arcaicas, o que poderá ser ainda mais acentuado pela chegada de muitos cidadãos brasileiros. 
Há uns anos, eu não era muito adepta de variantes de nomes que têm uma grafia muito comum em Portugal, porque achava que isso implicaria sempre que soletrássemos o nome, coisa que não sendo grave, pode ser irritante [falo por experiência própria, à conta do meu último apelido]. No entanto, com o passar do tempo, também fui aligeirando as minhas reservas e hoje estou mais aberta a variantes ou até à duplicação de consoantes. Também eu encontro algum charme em variantes que vemos com menos frequência mas não sei  até que ponto é que o charme pesa mais do que o inconveniente... Qual é a vossa posição?

Confirma-se: grafias alternativas estão mais populares em Portugal

em 12/02/19


Aquando da divulgação da nova lista de nomes aprovados em Portugal, falei-vos da possibilidade de assistirmos ao revitalizar das grafias arcaicas. Na altura, apresentei um conjunto de nomes que poderiam apelar aos portugueses e, olhando para a lista de nomes registados em 2018, confirma-se que quase todos eles tiveram um aumento no número de registos. Para mim, o grande destaque vai para Diniz & Raphael, que ao serem escolhidos para mais de 40 meninos, até conseguiriam entrar no top 100. Apesar de serem as variantes mais comuns no Brasil, o que nos deverá fazer olhar para a subida dos registos com mais cautelas, também Arthur, Felipe, Matheus & Mathias têm melhores desempenhos do que em anos anteriores. Para além das grafias arcaicas, também é possível constatar uma subida de popularidade de grafias internacionais, como é o caso de Benjamin & Martin. 
No que respeita à lista feminina, nota-se uma grande subida de Emma, que passa de 58 registos em 2017 para mais de 120 em 2018. Outras variantes que estão mais populares são Isabella, que já ultrapassou os registos de Isabela [86 vs 71] e Elena. Curiosamente, achava que Sophia iria apelar mais aos portugueses, mas o número de registos não se alterou muito, passando de 41 para 49 registos. 

Como é que vocês encaram estas grafias alternativas? Ficam com a sensação de estar na presença de um nome mais moderno ou mais tradicional? 

A nova lista do IRN - O regresso das grafias arcaicas

em 10/11/17


Uma das consequências desta nova lista do IRN é o regresso de grafias que anteriormente eram consideradas arcaicas e, portanto, proibidas. E eu acho que este facto pode criar uma nova tendência, porque faz sentido no conjunto de nomes que mais se usam em Portugal. Os portugueses ainda não reagem bem a grafias que podem reflectir alguma falta de cultura, mas as grafias antigas exercem algum fascínio e, nalguns casos, remetem para um passado recente e poderiam ser uma homenagem a um antepassado querido. 
Por outro lado, também foram aprovadas variantes que, não sendo arcaicas, disfarçam bem, pelo que o seu uso acaba por parecer adequado. 

Aqui ficam algumas das novas opções, tendo em conta os nomes que estão neste momento na lista dos mais populares: