Confirma-se: grafias alternativas estão mais populares em Portugal

12/02/19


Aquando da divulgação da nova lista de nomes aprovados em Portugal, falei-vos da possibilidade de assistirmos ao revitalizar das grafias arcaicas. Na altura, apresentei um conjunto de nomes que poderiam apelar aos portugueses e, olhando para a lista de nomes registados em 2018, confirma-se que quase todos eles tiveram um aumento no número de registos. Para mim, o grande destaque vai para Diniz & Raphael, que ao serem escolhidos para mais de 40 meninos, até conseguiriam entrar no top 100. Apesar de serem as variantes mais comuns no Brasil, o que nos deverá fazer olhar para a subida dos registos com mais cautelas, também Arthur, FelipeMatheus & Mathias têm melhores desempenhos do que em anos anteriores. Para além das grafias arcaicas, também é possível constatar uma subida de popularidade de grafias internacionais, como é o caso de Benjamin & Martin. 
No que respeita à lista feminina, nota-se uma grande subida de Emma, que passa de 58 registos em 2017 para mais de 120 em 2018. Outras variantes que estão mais populares são Isabella, que já ultrapassou os registos de Isabela [86 vs 71] e Elena. Curiosamente, achava que Sophia iria apelar mais aos portugueses, mas o número de registos não se alterou muito, passando de 41 para 49 registos. 

Como é que vocês encaram estas grafias alternativas? Ficam com a sensação de estar na presença de um nome mais moderno ou mais tradicional? 

6 comentários :

  1. Se há nome que eu gosto mais da grafia alternativa é Emma! Não sei... parece mais composto. Talvez seja por serem poucas letras. Contudo, a diferença de grafias ainda é o que me deixa mais reticente na utilização do nome.
    Consigo também ver o porquê do extra L em Isabela. Torna o mais moderno e internacional.
    Quanto aos outros prefiro a grafia tradicional a não ser que sejam de facto usados no estrangeiro.

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  2. As varias formas de escrever o mesmo nome não deixa de ser interessante.
    Apesar de ser muito tradicional nesta parte e preferir as formas mais tradicionais no nosso país.
    Mas isto leva-me sempre a pensar na questão de quando temos de dizer o nosso nome e de seguida nos perguntam como se escreve, ou mesmo nós ficarmos na duvida como escrever o nome da pessoa.
    Tal como já me aconteceu a mim, e eu que tenho um nome bastante português de certo modo tradicional que não deixa duvidas como se escreveria ( o meu nome é Helena).

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    1. Mas as formas "mais tradicionais" no nosso país, não são realmente, as formas mais tradicionais na realidade. A forma tradicional de Tomás é Thomaz, a de Inês é Ignez, etc. As grafias vão mudando

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    2. Exacto. Depende também do que entendamos por tradicional e aquilo que é a origem inicial da palavra que não é necessariamente a forma tradicional

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  3. A variação entre formas "mais tradicionais", isto é, relativamente caídas em desuso, como Thomaz e Ignez (tem razão o outro anónimo que disse serem essas as formas "mais tradicionais"), e formas "menos tradicionais", isto é, mais usadas atualmente, não me parece censurável, mas variantes "criativas", isto é, simplesmente inventadas, como Isabelly, por exemplo, já me parecem de mau gosto. Em comentário a outro texto do blogue, disse que não sabia que pensar sobre a existência de um órgão que tem o poder de editar listas de nomes que se podem ou não registrar. Mas não me espantaria que, depois de abertas as primeiras frestas, Portugal se visse às voltas com mais variantes "criativas", à brasileira. Deus e o bom-senso o protejam disto.

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  4. Dependendo do nome acho que fica pedante ou saloio. Menos em Ignácia/ Ignácio (comentário totalmente imparcial e nada preconceituoso). :-D

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Com tantos nomes à escolha, vai mesmo ser apenas Anónimo? :)