Há dias, quando vos trouxe uma lista de nomes modernos, recebi algumas mensagens no Instagram de mulheres que diziam que gostavam de alguns desses nomes mas não teriam coragem de usar porque a família não veria essa opção com bons olhos. Recebo este tipo de mensagens desde 2010 e se antigamente a minha resposta era mais teórica, hoje posso-vos dar uma resposta cheia de prática.
Desde que fui mãe pela primeira vez, fiquei ainda mais certa do interesse em torno da escolha do nome. Quase toda a gente quer saber a escolha e estranham se não tivermos o nome definido assim que a barriga se torna evidente; quase toda a gente sente necessidade de deixar claro o que pensam do nome e enunciar todos os seus defeitos. Quase toda a gente tem à mão uma listinha de alternativas, mesmo que em momento algum tenha sido solicitada.
Se eu acho que isto é feito com maldade? Não, de todo. [Mas, e falo com conhecimento de causa, ninguém esquece um comentário insensível feito a respeito do nome que escolhemos com tanto carinho para o nosso bebé. Ainda há dias me aconteceu, a pessoa achava que estava a ser super discreta ao comentar com as colegas mas eu percebi claramente que estava a referir-se ao nome da minha filha e fiquei chateada com aquilo durante umas horas, portanto, aprendamos todos a ser mais empáticos...]
Apesar de tudo, acho que podemos concordar que, na maioria dos casos, este zumzum desaparece ali por volta do primeiro mês de vida do bebé, quando já toda a gente sabe o nome e teve tempo para digerir a nossa escolha, tenha ela sido João ou Jerónimo. Passa o efeito surpresa, passa a novidade, surge outra grávida no horizonte e aquilo que parecia o debate da nação simplesmente cai no esquecimento.
E é por isso que eu acho importante relembrar aqueles que se vão estrear na maternidade e paternidade que a escolha deve refletir o seu gosto e não o de terceiros, até porque é bem possível que esses terceiros passem a detestar um nome que amavam meia dúzia de semanas antes e que depois se apaixonem pelo nome que achavam horroroso, porque simplesmente se habituaram a ele.
Desse lado, com foi a experiência com a partilha do nome? Subscrevem esta ideia de que, em pouco tempo, já ninguém toca no assunto? A vossa autoconfiança aumentou ou diminuiu durante a escolha do nome do segundo filho?
E os que não têm filhos, receiam ceder a pressões externas? O facto de terem interesse pela temática tranquiliza-vos ou causa-vos ainda mais ansiedade?





