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Os apelidos

7.11.12


Não aprecio em demasia os apelidos. Por norma, trato as pessoas com quem me relaciono pelo nome próprio, porque acho os apelidos muito impessoais e esse é um dos motivos por que não pretendo escolher um nome demasiado comum para os meus filhos - quero evitar, dentro do possível, que sejam tratados na escola pelos nomes de família. 
Conheço de perto quem valorize muito mais os apelidos do que o nome próprio, especialmente tratando-se de elementos de famílias de linhagem, mas não é de todo o meu caso e, portanto, vejo os apelidos mais como uma imposição do que como uma bênção. 


A lei portuguesa permite o registo de dois nomes próprios e quatro apelidos, sendo que as partículas de ligação (da, de, dos, e) não entram na contagem. Estas partículas podem ser introduzidas ou eliminadas livremente. Podem ser usados apelidos maternos e paternos, apenas maternos ou apenas paternos, e é ainda possível registar apelidos de antepassados dos pais da criança, havendo neste caso a necessidade de fazer prova. Hoje em dia, o uso dos apelidos não tem de obedecer a nenhuma ordem específica
A lei diz ainda que é possível considerar apelido um vocábulo que é normalmente reconhecido como nome próprio, desde que seja um dos nomes dos progenitores. Segundo percebi, a Maria Rosa Alves Pires e o João Pereira Gomes podem registar o filho, por exemplo, como Pedro Rosa Gomes ou Pedro Gomes Rosa. 
De acordo com o SPIE, os dez apelidos mais frequentes na população portuguesa no ano de 2004 eram: 
  1. Silva
  2. Santos
  3. Ferreira
  4. Pereira
  5. Oliveira
  6. Costa
  7. Rodrigues
  8. Martins
  9. Jesus
  10. Sousa
Pelos motivos que mencionei acima, não costumo perder muito tempo a pensar em combinar nomes próprios e apelidos, porque o apelido é quase uma questão de sorte, mas há sempre alguns aspetos a ter em conta. Recorrendo a estes dez exemplos, começo por dizer que não escolheria Rodrigo Rodrigues e Martim Martins, porque acabam por ser redundantes, já que Rodrigues significa "filho de Rodrigo" e Martins, "filho de Martim", tal como não usaria Simão Simões, Fernando Fernandes, Gonçalo Gonçalves e Nuno Nunes.
Também não sou fã de nomes e apelidos que rimam, como Estela Varela, mas se gostasse mesmo muito de Estela, acho que conseguia ultrapassar essa barreira. Convém ainda mencionar as siglas, que podem originar palavras embaraçosas e até mesmo algumas combinações mais propícias a trocadilhos maliciosos. 
A leitora que sugeriu este post dizia também que como o seu apelido era forte e terminado em -ão, sentia que não combinava com nomes suaves e femininos. Não sabendo quais são os nomes em questão, posso apenas dizer que Lídia Brandão parece-me melhor do que Rute Brandão, esse sim, todo ele mais agressivo. Mas lá está: tenho tendência a desvalorizar esse pormenor quando penso em nomes, na generalidade, mas é evidente que isto se torna mais perceptível com nomes concretos. 

E agora passo-vos a palavra: na vossa opinião, que cuidados devemos ter ao criar um nome completo? 

44 comentários :

  1. Tirando os exemplos que já referiu, nome e sobrenome quase idênticos, vêem os nomes demasiado compridos (meu marido com 2 nomes próprios e 4 apelidos sem contar com o de)e nomes curiosos como o de 2 colegas que tive na escola que foram gozados a vida toda:Lourenço Marques e Carolina Arroz.
    Conheço outro caso de um colega que é Filipe Carrasco e quando a filha nasceu não lhe deu esse sobrenome mas sim o seu 1º sobrenome Ferreira.
    Acho que é de extrema importância que os pais dediquem algum tempo a conjugar os nomes próprios com os sobrenomes, que para mim são igualmente importantes.
    Bjs
    Vânia Rodríguez

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  2. Eu devo confessar que gosto muito de apelidos, desde os mais comuns aos menos comuns... Contudo acho que é sobretudo mais fácil ter um apelido comum. Nunca tive problemas com o Martins, já com o Jacinto havia colegas que irritantemente me chamavam de Jacinta.

    Em relação aos apelidos mais diferentes, acho que as pessoas têm tendência a chamar as pessoas pelo apelido... e quando são meninas não gosto. Tive duas colegas na escola que passaram a ser a Fontinha e a Paramês. E no trabalho tenho uma que é a Caramelo. Não gosto!

    Mas sinceramente embora goste de apelidos, acho terrível pôr 3/4 apelidos aos filhos. No fundo só nos bastava 1 apelido como fazem em vários países. Mas até sou pelo uso de 2 (mãe e pai) agora 4 não percebo a utilidade...

    Só serve para quando vamos ao estrangeiro não perceberem afinal que nome é que interessa :P

    Entretanto sem ser o apelido Jacinto fiquei a saber que os apelidos dos meus pais figuram todos no 10 apelidos mais usados.

    E se um dia tiver um filho também terá 2 dos 10 apelidos mais utilizados em Portugal... Família muito comum a minha :P

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  3. Uma amiga q está grávida de um menino, decidiu não colocar o nome q mais gostava devido ao sobrenome (não me acostumo falar apelido, rs). Ficaria Bernardo Vieira, nome de uma das principais Avenidas da nossa cidades.. Por isso ela mudou e agora será Raul :)
    Tive a curiosidade de perguntar se fosse menina, qual seria o nome e ela me disse q seria Manuela, fiquei tão feliz, amo o nome e gosto de vê-lo se espalhando por aqui já q por aí é nome de senhorinhas... rs..

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  4. Já pensei nisso porque o meu ultimo é Nova e o do meu namorado é Oliveira e se viermos a ter um filho Nova Oliveira não fica lá muito bem, por exemplo Flor Nova Oliveira mais parece uma frase.

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  5. Já agora por causa do exemplo da Patrícia e da Vânia, lembrei-me que tive um colega na faculdade chamado Carlos Lopes que levou os estudos a ouvir perguntas dos professores sobre a maratona. O pior é que ele nasceu no ano que o Carlos Lopes ganhou a maratona, será que foi homenagem? eheh

    Mas a verdade é que podemos escolher um nome para o bebé e passados alguns anos, alguém com nome igual tornar-se conhecido e as brincadeias vão surgir na mesma...

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  6. Na minha opinião deve-se ter muita atenção ao apelido também porque há apelidos com que facilmente fazemos trocadilhos. Conheço pessoas com os seguintes nomes: Carolina Leitão Pato (a rapariga só se safa com o nome próprio), Mariana Caramelo (conhecida só pelo apelido), Rodrigo Rodrigues (conheço 2), Marta Martins, Diana Banha, André Quadro. Eu não tenho nenhum apelido que conste na lista de mais usados mas não são muito estranhos nem propícios a piadas (sem ser o normal gomas em vez de Gomes).

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  7. Há apelidos e apelidos. Há aqueles que embora diferentes não são maus de todos, o meu por exemplo é Poupinha! Sei que na altura que era para escolher a combinação dos apelidos, a minha mãe não queria o Poupinha (queria o apelido que o meu pai "herdou" da minha avó) porque era feio e provavelmente eu seria alvo de gozo na escola, mas o meu pai "bateu o pé" porque aquele era o nome de família dele e tinha que seguir. E sinceramente, ainda bem que assim foi porque eu gosto que seja diferente :) e a combinação dos meus apelidos não é má de todo... Marques Poupinha.

    Mas depois há apelidos tão maus que dá dó da pessoa. E pior, quando tanto o apelido da mãe como do pai são maus. Acho que nesses casos há que considerar...

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  8. Acho que os nomes próprios curtos com apelidos mais longos ficam agradáveis ao ouvido. E vice-versa. É verdade que quando há muitos meninos com o mesmo nome próprio ficam a ser conhecidos pelos apelidos e sobretudo nas meninas é um pouco estranho.
    Também sou partidária de só dois apelidos. Os meus filhos apenas têm o meu último apelido e o último apelido do pai. E acho que ficaram nomes bonitos, os dois apelidos formam um conjunto harmonioso.

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  9. Para completar, também sou contra nomes com 4 apelidos. Acho um exagero!
    Qualquer dia fazemos como os reis, que tinham nomes e nomes e nomes...

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  10. Os meus dois apelidos são: Caseiro de Oliveira, o primeiro não tanto comum como o último mas até nem me parece muito mal, o que acham?

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  11. Eu só pensaria um apelido, se este pudesse ser motivo de gozo.
    Apelidos como Coelho, Leitão, Carneiro, sinceramente eu repensava, e se pudesse arranjava alternativas mesmo que fosse nome de familia...Acho que há apelidos feios.

    PS: Tenho estado entretida no Facebook da Associação Portuguesa de Familias numerosas, a ver os nomes dos irmãos de 100 famílias que lá estão...fica a dica ;)

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  12. Fabíola, trocando a ordem para Oliveira Nova, parece um só vocábulo gramatical, sinceramente, gosto muito! No caso de Flor, parece que é "flor de oliveira", mas mesmo assim gosto. Flor de Oliveira Nova, fofo :D

    Em relação ao número de apelidos, também acho discutível. Um Gaspar Pereira da Silva é capaz de não ter muitos problemas com homónimos, mas um Manuel Pereira da Silva talvez venha a encontrar problemas burocráticos. Nesse caso, não querendo optar por um segundo nome, acho que se deve reflectir na possibilidade de acrescentar um apelido.

    Telma, Caseiro de Oliveira parece-me normalíssimo :)
    E Mary, nem mesmo Leitão, Coelho ou Carneiro me fazem confusão, porque acho que todos os nomes dão para a brincadeira. O último apelido de um amigo de infância era Brito. Simplesmente Brito. Pois o miúdo cresceu a ser chamado de Cabrito. O Mesquita, era Mosquito.

    Mal possa vou espreitar a página da Associação de Famílias Numerosas! :D

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  13. Tenho na familia um Martim Martins e sou sincera fiquei um pouco chocada quando tomei conhecimento que tinham registado a criança assim.
    Eu sou apologista de trocar a ordem dos apelidos ou mesmo omitir algum de forma a poupar à criança embaraço ou para soar melhor. Os meus apelidos não são propriamente comuns mas não me causam grandes problemas, por vezes as pessoas não percebem à primeira mas é uma questão de repetir, mas na escola tive colegas que eram gozados, como o Chicharro, a Carapau, o Rosinha (era mesmo Rosinha o apelido, não Rosa), etc... Além disso acho que combinações de nomes comuns também de evitar, conheço 3 Brunos Santos diferentes, 2 Anas Polido, 2 Martas Alves, acho que um pouco de originalidade não faz mal a ninguém e é mais fácil para a pessoa saber que é ela que realmente está a ser chamada numa fila de hospital por exemplo.

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  14. Penso que os principais cuidados são evitar repetições e manter simples. Eu tenho 5 nomes, conheço várias pessoas com 6 nomes e pessoalmente acho dispensável. O meu apelido é bastante comum, apesar de não estar nos 10 mais comuns, nunca me trouxe problemas.
    Em relação aos apelidos estranhos, penso que devem ser mantidos, a menos que sejam humilhantes e aí justifica-se inverter-se com o nome mais comum a ficar no fim.

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  15. penso mais ao menos como todos:)

    Na minha familia os apelidos sao usais, nao houve stresses mas conheço um: Gonçalo Gonçalo...falta de gosto, o rapaz passa a vida a mostrar o BI para provar que é verdade,

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  16. Eu gosto de apelidos diferentes! até porque o meu último apelido está na lista dos mais comuns, como sou Maria e já se sabe que Marias há muitas opto por assinar com os primeiro nome e com os dois apelidos.

    Pelo comentário da Sophie lembrei-me que conheço um Gonçalo Gonçalinho, toda a gente que conheço acha que foi falta de tacto dos pais, eu acho super divertido e se os pais gostavam de Gonçalo fizeram muito bem em colocar no filho. Para além deste nome curioso conheço um Duarte Duarte e uma Ana Barros Barros.

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  17. O meu primeiro nome é a terminação do meu último nome :), e foi minha opção, por querer usar o apelido do meu marido (coisas de gente apaixonada :) ), no dia a dia uso os meus dois nomes próprios e o último e já ñ soa mal!

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  18. O meu apelido e Barata... Conseguem imaginar o que sofri na escola? Gargalhadas sempre que se sabia o meu nome... Mas agora, adulta, digo-o em voz alta e com orgulho! Mas nao o vou por num filho meu..So o apelido do pai chega :)

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  19. Sou a tal leitora que sugeriu o post.
    Estava-me a referir ao apelido Galvão. Acho que,por exemplo, Amélia Galvão não ficava bem, porque o contraste entre os dois nomes é muito forte :s


    Uma má combinação com o(s) apelido(s)pode destruir nomes próprios lindíssimos...

    Obrigada por ter feito o post! :)

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  20. Obrigada eu, pela sugestão, foi uma óptima ideia! :)
    Uma vez mais, eu lido bem com os apelidos, e acharia Amélia Galvão normalíssimo :D

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  21. Pois, eu conheço um Bernardo Duarte, cujo irmão é ... Duarte Duarte. Por muito que se goste do nome, parece-me perfeitamente dispensável..

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  22. Só se pode ter quatro apelidos? Ia jurar que um rapaz que eu conheço tem cinco mas devo estar enganada.
    Um primo meu chama-se Duarte Duarte ahahah

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  23. Essa história dos quatro apelidos também me intriga. Conheço gente, novos e velhos, que têm mais de quatro apelidos. Como é possível?

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  24. A pelido para pedro qual é um mais carioso

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  25. Apelido é o mesmo que sobrenome (nome de família).

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  26. É preciso informar os sobrenomes da mãe e do pai do Pedro, a fim de que se possa analisar os que ficam mais agradáveis.

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  27. Boa tarde,
    Escrevo a colocar um problema. O meu apelido é Ramos e do meu marido é Roças, e estavamos há uns dias a discutir os nomes (próprios) que escolheriamos para os nossos filhos e só a meio da discussão nos deparamos co a invulgar conjugação dos nossos nomes de família, que gostariamos de mantes nos nossos futuros filhos, mas que não soam nada bem... Alguma sugestão ou comentário? Estamos a pensar intercalar outro nome de família (Azevedo no meu caso e Sousa no caso dele)...

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  28. Carla, o primeiro passo é classificar os apelidos.

    Apelidos da mãe:
    Ramos - origem religiosa.
    Azevedo - nome de árvore.

    Apelidos do pai:
    Roças - acredito que seja um toponímico (nome de lugar).
    Sousa - nome de povoação (toponímico).

    É importante observar que os apelidos de classificação distinta não se ligam por partículas ('de' ou 'e'). No caso dos apelidos indicados, resta fazer a combinação pela sonorização. Sugiro:
    a) Azevedo Roças;
    b) Sousa Azevedo;
    c) Sousa Ramos.
    Obs.: Não importa a ordem dos apelidos dos pais.

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  29. Carla, numa primeira fase, tentaria perceber se algum dos dois está disposto a não usar o seu último apelido num futuro filho. Caso algum dos dois seja favorável a essa alteração, parece-me que todas as combinações se tornam perfeitamente normais [Por ex. João Ramos Sousa ou João Azevedo Roças soam bem!]

    Se, no entanto, quiserem manter os dois últimos apelidos de cada um, a pergunta que se segue é: gostariam que o vosso filho tivesse 4 apelidos? Se sim, também não haveria grandes obstáculos...

    João Azevedo Ramos Sousa Roças

    É claro que o nome fica grandote... A opção que resta é introduzir apenas um novo apelido. Tenho visto casos em que os pais chegam a um compromisso desta forma: se o último apelido é o do pai, a criança fica com dois apelidos maternos; se é o da mãe, fica com dois apelidos paternos!


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  30. Qual é o problema de ser João Ramos Roças? Desculpem mas, combinar nomes acho lindamente, mas combinar apelidos? Parece-me desnecessário! Só se for uma combinação muito, muito má, de resto, se só não soar muito bem, não é preciso fazer um drama. Eu preferia chamar-me Ramos Roças do que ter 3 ou 4 apelidos! Ramos Roças parece-me bastante bem, simples, curto, e pode assinar RR. E depois, ninguém vai ligar a isso!
    O filho da Pipoca Mais Doce é Mateus Martins, também não soa bem, mas acontece, ela não se ralou...

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  31. Para quem não sabe, apelido também é nome (nome de família) e, por isso, também existe a preocupação de se obter uma excelente combinação. Que nem acontece com Carla, não me soa bem Ramos Roças. Neste caso é só usar os demais nomes de família, que inclusive podem ser usados conforme gosto dos pais, o que facilita a sonorização.

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  32. " também existe a preocupação de se obter uma excelente combinação"

    Existe? Não em Portugal, se calhar! Bem, pelo menos a minha profissão permite-me conhecer e lidar com muitos, muitos e muitos nomes, e só digo que poucos se preocupam em combinar os nomes próprios, quanto mais os apelidos!!!

    Além disso, em Portugal a tradição é fortíssima e intocável: último apelido da mãe primeiro, e último apelido do pai em último. Para a maioria dos portugueses é impensável ser de outra maneira. Quase ninguém se preocupa em combinar apelidos porque nada há a combinar, mas uma tradição a seguir.

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  33. A família de Carla está de parabéns! Além de perceberem a necessidade de combinar nomes de família eles têm conhecimento da legislação. A ordem dos apelidos é determinação exclusiva do casal, se eles quiserem assim será, a lei os ampara, indiscutivelmente.

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  34. Para Anónimo 13 de maio 19h55: Que tal ler o que Filipa postou. Para quem não tem conhecimento da legislação de seu próprio país essa é uma ótima oportunidade.

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  35. Anónimo 21:19 eu li! a lei pode dizer que podemos usar os apelidos na ordem que quisermos mas em Portugal a tradição é essa, e tradição é tradição!

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  36. Acho que hoje já se pensa mais na questão dos apelidos mas concordo que a tradição continua a ser o que era!
    Conheço dois casais que optaram por fugir à tradição e, nas duas situações, foi algo muito ponderado e não foi uma decisão tomada de ânimo leve...

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  37. Boa tarde,
    Eu concordo com a Filipa. Gostto da combinação Ramos Roças, mas estavamos a pensar (isto num futuro hipotético, se for menino chamar Artur Maria, e julgo que fica demasiado "pesado" No feminino temos o mesmo problema já que estavamos a pensar em Carminho... O que me dizem.... Obrigada a todos os comentários :)

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  38. Pôr em prática uma legislação relativa ao tema em discussão é só para quem tem bastante personalidade; eis a razão de um número inexpressivo que se atreve a fazer uso desse benefício.

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  39. Na minha família decidimos que os meninos usem os dois sobrenomes do pai acrescido de um sobrenome da mãe. As meninas, por sua vez, usem dois sobrenomes da mãe acrescido de um sobrenome do pai. já nasceu um menino e o pai o registrou da maneira previamente combinada. Os amigos questionaram a ordem dos sobrenomes (o último sobrenome é o meu) mas pelo fato de desconhecerem a legislação, achavam que tinha ocorrido um erro. Após nosso esclarecimento, eles manifestaram interesse no assunto e já cogitam usar, inclusive, nomes de família dos avós.

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  40. No Brasil, desde a promulgação da Lei de Registro Público, ficou determinado que a ordem dos sobrenomes fica a critério dos pais, mas como é o pai quem providencia o registro, ele então escolhia a ordem, sem problemas, isto porque há tempos atrás só o homem trabalhava, juntava riqueza e o sobrenome se sobressaía e as esposas gostavam da ideia de usar um sobrenome pomposo. A partir do momento que a mulher também passou a ter atividade remunerada, a situação mudou, e hoje existe negociação sobre a ordem dos nomes de família.

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  41. Meu esposo não se opôs ao fato de eu querer continuar com meu nome de solteira (jamais alteraria meu nome). Quanto a ordem dos sobrenomes das crianças, decidimos que o último sobrenome dos meninos fosse o do pai, e o último sobrenome das meninas, o da mãe. Por coincidência temos um menino e uma menina e foram registrados da forma mencionada.

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