Actualização da lista de nomes admitidos em Portugal

19.7.11

Um obrigada à Maria, por me alertar para a actualização da famosa lista do IRN. O link aqui à direita já está actualizado mas se alguém, por algum motivo, quiser a lista anterior, basta enviar-me um email que eu reencaminho.
Tal como a Maria muito bem observou, as novas entradas são: 



  • Ariane
  • Cáren e Karen
  • Lis (f)
  • Omara (f)
  • Russel (m)

Eu poderia continuar com as minhas queixas, dizer que não entendo determinada entrada mas, já me cansei. Prefiro receber as novas entradas de braços abertos e ficar à espera que, na próxima actualização, haja ainda mais novidades. Para os mais curiosos, transcrevo novamente um excerto de um texto do professor Ivo de Castro:

Caso normal é aquele em que a pessoa que pretende registar um recém-nascido indica um nome que o funcionário da conservatória imediatamente aceita; para tal, basta que sejam indicados não mais de dois nomes próprios que pareçam familiares ao funcionário e não mais de quatro apelidos a que tenha direito verificável por certidão. São muito raros os casos em que o processo não fica decidido deste modo, que faz apelo, fundamentalmente, ao conhecimento empírico que o funcionário tem do corpo antroponomástico da língua portuguesa. Se ele tem dúvidas quanto a um nome próprio, pode recorrer em primeira instância a duas listas que circulam entre as conservatórias e são periodicamente actualizadas pelos serviços centrais. Essas listas – uma de nomes recusados, outra de nomes admitidos, de que voltarei a falar daqui a pouco – são elaboradas a partir das decisões que foram tomadas pelos serviços centrais em resposta a uma consulta das conservatórias. Esta consulta, que constitui a segunda instância, só tem lugar se os interessados, verificando que o nome pretendido está na lista de recusados, insistem no pedido ou se, não estando o nome nessa lista, o funcionário continua a duvidar da sua aceitabilidade. Assim, tanto aqueles casos em que o nome figura na lista dos autorizados, como os casos em que os interessados se conformam com a recusa e mudam de pretensão, ficam resolvidos na conservatória. Sobem aos serviços centrais e são objecto de consulta apenas os casos de insistência e de dúvida. Desses, cerca de quarenta por cento acabam por receber parecer favorável, pelo que o registo do nome é autorizado. Tratando-se geralmente de nomes invulgares, que qualquer falante de português hesitaria em reconhecer como pertencendo à língua, é este um resultado inteiramente natural e que não põe em causa o sistema”.

Dura lex, sed lex.

16 comentários :

  1. bem, acho que nunca vão aprovar o meu Sophie...e la tenho de continuar a assinar Sofia...

    Mas gosto mais de Lis do que Liz.
    Eu sei que os deuses todos poderosos do IRN devem ter conhecimentos acima aos simples mortais mas alguém sabe pq é que Cárin é aceite mas Karin não. Não é igual a Cáren e Karen???

    ResponderEliminar
  2. é verdade; este fim de semana conheci uma futura mamã que vai presentear o sua futura menina com o nome de: Claudette (viva as novelas).
    Por curiosidade lembrei-me agora e vi que não é permitido...

    ResponderEliminar
  3. Continuo a dizer que nunca irei entender isto dos nomes, já percebi que a lógica não é muita mesmo, mas pronto não me debruçando mesmo sobre a fonia do nome...

    Eu lembro-me de aprender que o alfabeto português era o alfabeto latino com 23 letras, parece que entretanto se pode introduzir o k, y e w. Mas pelo que eu entendo só para palavras estrangeiras, não para nomes próprios... se Carén e Karen têm a mesma fonia, não percebo porque se podem utilizar a duas maneiras... nessa lógica porque é que não pode nascer uma Sonya ou uma Wanda? De notar que eu até prefiro a grafia Karen, mas acho que isto esta a chegar a um ponto de se aceitar quase qualquer nome que já tem pouca lógica haver proibições... por isso para mim ou bem que deviamos pôr qualquer nome à nossa vontade ou então que se cumpra a ortografia correcta portuguesa...

    ResponderEliminar
  4. No Brasil apesar de ter mais nomes próprios com letras K, Y, W do que as ditas normais, só foi entrar de fato essas letras no alfabeto o ano passado.

    Sabe, acho mto bom morar nun país tão sem 'leis' como o Brasil (leis sem futuro como essas sobre os nomes).
    Porque se eu quiser colocar um nome americano Roberth, Willian... eu posso. Amo os nomes Italianos, Giovanna, Kenzo.. os franceses, Mabelle, Marie... Então eu estaria extremamente encrencada em Portugal, rs...

    ResponderEliminar
  5. Patrícia, acontece o mesmo em Portugal. Com a entrada em vigor do novo Acordo Ortográfico, o alfabeto passa a ter 26 letras.

    Isso levanta-me algumas questões. Por exemplo: Em Kevin, o nome autorizado tinha de ser aportuguesado para Quévin. Se hoje em dia o K faz parte do alfabeto, automaticamente Kevin passa a ser aceite?

    ResponderEliminar
  6. A ecolha de Claudette é uma verdadeira surpresa, porque parece que os nomes terminados em -ete estão em vias de extinção! :D

    ResponderEliminar
  7. Adorei Ariane e Lis. Russel faz-me lembrar aquela loja de chocolates, a Hussel =S

    ResponderEliminar
  8. Não percebo o critério, pois não deve nenhum muito rígido, neste momento. Fica aprovado consoante a vontade do funcionário do registo.
    Eu não gosto das letras K, W, Y para nomes próprios, mas tenho de admitir que de Kevin, para Quévin graficamente o primeiro é preferível. Aportuguesar nomes é uma coisa que me faz muita confusão...
    Agora a lista: apenas usaria Lis como eventual segundo nome...

    ResponderEliminar
  9. Tb faz lembrar o actor: Russel Crowe

    ResponderEliminar
  10. Eu adorei Russel!!! Acho que entrou automaticamente para a minha lista de favoritos. Tb porque adoro nomes terminados em EL.
    E adorei Lis, é que não tinha nada a ver só permitirem Liz...
    Ariane soa bem, quer-me parecer que vão começar a surgir cada vez mais nomes femininos a terminar em -ane...
    Omara é pessimo. Quando chamarem pela miuda vai parecer que se chama Mara.
    Quanto a Caren e Karen não gosto, mas acho que faz todo sentido que permitam nomes com K, já que faz parte do alfabeto..

    ResponderEliminar
  11. - Claudete só me lembra o nome das empregadas, nas novelas. Peço desculpa pela generalização, mas é uma associação quase automática.
    - Russel talvez leve a que as pessoas leiam "Rússel" e não "Rassel" como se lê em inglês.
    - Gostei de Ariane e de Lis
    - Também estranho aquilo dos "K's" e não permitirem Sophia (talvez já permitam quando eu tiver uma filhota)

    ResponderEliminar
  12. ola a todos eu encontro -me no estrangeiro e gostava de saber a vossa opiniao!qual destes dois nomes sao mais bonitos:kevin ou Diego?se eu continuar aqui qualquer um deles sao conhecidos,mas em portugal....como e que sera que reagirao as pessoas e talvez um dia colegas de escola?aguardo a vossa opiniao.obrigada

    ResponderEliminar
  13. Olá!
    Da última vez que abordamos aqui o nome Kevin, ia caindo o Carmo e a Trindade! :(

    Em Portugal, aconselho a optar por Diego, que se usa em Portugal há muitos séculos, embora tenha caído em desudo face a Diogo, tanto que até há bem pouco tempo não era sequer permitido.

    Kevin é muito americano. Acho adequado se a criança tiver um sobrenome também em língua inglesa, mas não me agrada a ideia de Kevin Araújo ou Kevin Madureira.

    Desde a última discussão aqui no blog por causa de Kevin, lembrei-me de outro motivo que me leva a não gostar muito do nome:
    toda a gente conhece o Sozinho em Casa. O menino que protagonizava o filme chamava-se Kevin. O primeiro filme é de 1990 e o miúdo já teria uns 8 anos. Ou seja, associo o nome a crianças nascidas nos anos 80. Contudo, acedendo à página da Social Security dos EUA, fico a saber que era um nome muito popular entre 1960 e 1979.

    Por tudo isto, voto em Diego! :)

    ResponderEliminar
  14. A minha mãe chama-se Luíza, escrito com "Z" que é a forma antiga, e eu gostaria de registar a minha filha com o mesmo nome. Alguém sabe o que devo fazer já que não consta da lista de nomes permitidos?

    ResponderEliminar
  15. O que diz a lei é que "a grafia dos nomes próprios deve obedecer à ortografia oficial à data do registo", daí que Luiza seja substituído por Luísa. A mesma explicação serve para Diniz/Dinis.

    http://www.ciberduvidas.pt/pergunta.php?id=23720

    Na lista, Luiz aparece como não aprovado, pelo que é quase certo que o mesmo se passe com Luiza. Contudo, pelo que sei, deverá dirigir-se a uma conservatória, efectuar o pedido de análise do nome. Deverá pagar uma quantia que rondará os 50 euros e esperar pelo veredicto do especialista em onomástica.

    ResponderEliminar
  16. coloque novamente os links, sff - não funcionam

    ResponderEliminar

Com tantos nomes à escolha, vai mesmo ser apenas Anónimo? :)