Ranking 2010 - a análise 2

25.1.11


 E hoje é a vez dos meninos.

  • O nome Rodrigo já tinha chegado ao topo do ranking em 2009, e continuou a liderar em 2010. Mas a que se deverá esta popularidade? Não é difícil de explicar. Ainda que os pais possm recusar esta ligação, a verdade é que o principal responsável pelo feito é o jornalista Rodrigo Guedes de Carvalho. Ele é, há anos, o principal rosto da informação da SIC; é um jornalista respeitado, com credibilidade e, não menos importante, muito bom aspecto. E mesmo que inconscientemente, estas coisas influenciam-nos. Mas o jornalista não está sozinho: a modelo Isabel Figueira também ajudou, quando escolheu esse nome para o seu filho; e do outro lado do Atlântico, mas presença habitual nas páginas das revistas portuguesas, o actor e sex symbol Rodrigo Santoro também terá a sua quota parte de responsabilidade. Rodrigo é um nome forte, daqueles que costumamos ouvir como "muito forte para um bebé"; é muito próximo do sobrenome Rodrigues (como Martim de Martins) mas nada o parece abalar. Para ser honesta, eu apostava mais em Rodrigo em 5.º lugar, mas parece que não.


  • João é um clássico e não o consigo imaginar a perder popularidade nos próximos tempos. Na notícia do JN não temos nenhuma indicação a esse respeito, mas convém salientar que João é um dos pilares dos nomes compostos portugueses: vai bem com todos (ou quase todos). E caso tenham sido contabilizados os nomes compostos, isso explica muita coisa.

  • Martim, Afonso, Tomás, ou a o trio vip dos jardins-de-infância. Acho que a percepção que as pessoas têm destes três nomes é que são nomes chiques. E não há quem lhes tire isso da cabeça. É público que eu não gosto de Martim. Também tenho alguma implicância com Afonso, por uma questão de pronunciação - o F no meio das vogais parece que trava, e o N amplifica demais. Mas apesar disso, consigo perceber perfeitamente por que motivo são tão apelativos para a grande maioria das pessoas. 

  • Tiago (6.º) e Diogo (8.º) são nomes antigos, mas sempre que os ouço, imagino um jovem bem disposto, moderno, contemporâneo. Trissílabos, partilham o "i" na primeira sílaba e a mesma terminação em "go". São nomes bonitos, mas não se englobam na categoria dos distintos/chiques/betos. Bons para quem quer um nome que passe despercebido. E na era das redes sociais, da mediatização, da partilha de informação, não é mal pensado, não senhor (mas cuidado com o perigo dos homónimos; como eu costumo dizer, nomes iguais, problemas legais). 

  • Gonçalo é um nome elegante, também associado às elites. É um nome ligeiramente pomposo, tem uns diminutivos um bocado estranhos, mas é bonito. É popular, mas não é um nome da moda, porque esta popularidade não é de hoje, já tem alguns anos.

  • Francisco é um clássico, intemporal, internacional, não dá para errar. É um nome transversal, usado em todas as classes sociais, como António e Manuel. Pessoalmente, não gosto do diminutivo Chico. Mas Quico é muito giro.

  • Poderia ter associado Guilherme a Gonçalo. O que escrevi para um, servia como uma luva para o outro, mas decidi separá-lo por um motivo: em 2011, vamos ser inundados com o nome Guilherme, por causa do casamento real do filho da princesa Diana e Carlos de Inglaterra, William (Guilherme, em Português). O nome irá subir na popularidade ou as grávidas portuguesas e os seus maridos ficarão indiferentes? E já agora, aumentarão as Catarinas?

Para o ano, a correr bem, há mais.


2 comentários :

  1. Não compreendo de todo esta moda do Tomás. Na minha infância e adolescência todos gozavam com esse nome substituindo-o por "Tomates". É o mesmo que o nome Pilar... Espero bem que quando eu tiver filhos esta bizarria tenha sido ultrapassada. Só de pensar numa filha minha a casar com um Tomás até fico mal disposta.

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  2. Eu é que tinha um AVC se o meu TOMÁS, com 5 anos, lindo de morrer, sobredotado, que lê desde os 3 anos, casa-se com uma filha sua, provavelmente sairá à burra da mãe.

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Com tantos nomes à escolha, vai mesmo ser apenas Anónimo? :)