A morte e o nome

24.10.16


O título do post de hoje não é dos mais animadores, mas vai ao encontro de um fenómeno que acontece com alguma frequência e que tem que ver com a atribuição ao recém-nascido do nome de alguém muito querido que entretanto faleceu. O que pensam deste gesto?

30 comentários :

  1. O coração e o amor falam mais alto nestas alturas... se for mãe de uma menina, quero uma Carlota em homenagem ao meu pai, super lutador, Carlos. Decisões pessoais :)

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    1. E porque não Carla? Parece ser este o feminino de Carlos (já que também existe Carloto).
      [Claro que a senhora é que sabe o nome que vai dar à menina, foi apenas a curiosidade a falar mais alto :).]

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  2. Eu sou um desses casos. Tenho o nome da minha bisavó (madrinha da minha mãe) que faleceu quando a minha mãe estava grávida de mim.

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  3. É um gesto muito bonito, de amor, de reconhecimento e saudade! A morte não tem que ter uma conotação negativa. A mim não me causa qualquer espécie e ficaria muito enternecida se eventualmente, uma das minhas (futuras) netas herdasse o meu nome.

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  4. Gosto de pensar que um filho/filha minha é um ser individual e não o projectar ou o prolongar de outra pessoa. Mesmo que eu goste mto dessa pessoa.
    Não sou nada contra quem quer dar nomes de entes familiares falecidos, aos seus respectivos filhos.... mas eu pessoalmente não quero, nem gosto de o fazer.
    E não é pelo facto de n homenagear ninguém, que goste menos dessa pessoa. Apenas gosto de guardar memórias só para mim.

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  5. Acho uma excelente razão para se dar um nome a alguém... Sou Carolina tal como a avó paterna da minha mãe, com quem ela cresceu (Morreu quando ela tinha 19 anos). Um nome que não era propriamente comum para a época da minha bisavó, encaixou perfeitamente na época em que nasci! (A minha mãe sempre soube que me queria dar o nome da avó, apesar de ter outros nomes de que gostava mais...

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  6. Não acho grande piada pelo simples facto de achar que dar o nome de alguém vai criar algumas expectativas (desnecessárias) que podem ou não ser concretizadas.
    Filipa, sou a Tânia que lhe enviou o mail ácerca do nome que desse para várias nacionalidades, respondi-lhe e não obtive resposta.
    Obrigada

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  7. Eu acho que por vezes é uma homenagem bonita embora também possa ser um fardo pesado (há pessoas que acabam com nomes estranhos e muito pesados/datados e com os quais não se sentem à vontade). Acho que se for um nome clássico há menos possibilidades de isso acontecer mas acho que a pessoa só o deve dar se gostar do nome independentemente da pessoa a quem ele pertenceu. Assim além de ter um nome bonito seu (ou seja, mantendo algum individualismo) a criança saberia que tmb era em homenagem a alguém importante para um dos pais.

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  8. Não gosto, acho que a/o recém-nascida/o merece um nome único, pelo menos dentro da família mais próxima. Par mim dar o nome de um/a falecido/a não é estar, de alguma forma, a sobrecarregar a criança. Quem morre fica para sempre nos corações das pessoas e isso para mim é mais do que suficiente.

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  9. *é estar a sobrecarregar a criança (aquele "não" está a mais).

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  10. Para mim, a escolha cabe sempre aos pais, e a homenagem até pode ajudar a tomar a decisão final. Oponho-me, sim, a que os familiares se sintam no direito de utilizar esse argumento para colocar pressão.

    Aliás, tive um caso recente na família... Depois do falecimento de um primo meu, já sabia que era bastante possível vir a nascer a um dos nossos primos um menino com o nome dele ou uma menina com a versão feminina. O que não esperava, no entanto, é que os tios julgassem alguém por não o fazer, mas enganei-me: nasceu recentemente a primeira bebé desde o falecimento dele, e tem um nome maravilhoso. O primeiro comentário que ouvi das nossas tias? "Devia ter recebido o nome em homenagem ao primo..." É de arrancar os cabelos em frustração! Se os pais quiserem fazer essa homenagem estão no seu direito, e se não quiserem também!

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  11. nos paises de Leste nao costumam dar.. se calhar sao preconceitos.. mas acho que tambem nao daria..

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  12. Eu acho uma homenagem muito bonita, no meu caso, se utilizar Olímpia, Artur, Caetano e Tomé são tudo nome de familiares meus que infelizmente já não se encontram entre nós.

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  13. Detesto! Ninguém merece ficar com o nome de um morto! E quando eu morrer não quero ninguém com o meu nome, poupem os meus netos disso! Crianças são vida, são recomeço! Merecem um nome cheio de vida, um nome novo, só delas!!! Nada relacionado com a morte! E pior ainda quando são nomes pesados e velha, que horror! Que maldade... Devia ser proibido dar nomes de pessoas falecidas na família directa.

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    1. Quanto a ser proibido não digo, não chego a tanto, mas concordo com tudo o resto.

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  14. Gostaria da opinião sobre alguns nomes que pretendo escolher....... estou indecisa em:
    Aurora
    Pillar
    Betina
    Matilde
    Aceito sugestões. .....estou muito indecisa.....por favor me ajudem.....

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    1. Aurora
      Pilar (só com um L, por favor!)
      Betina

      Sugiro Matilda (com A) em vez de Matilde. E deixo-lhe alguns dos meus nomes preferidos como mais sugestões:

      Açucena
      Amália
      Anita
      Camila
      Cecília
      Clarissa
      Corália
      Dália
      Eliana
      Elisa
      Emília
      Evelina
      Flora
      Florença
      Giana
      Glória
      Heloísa
      Isadora
      Jasmina
      Julieta
      Lavínia
      Lídia
      Lira
      Lorena
      Lúcia
      Luzia
      Martina
      Melodia
      Nina
      Olímpia
      Rosa
      Rosália
      Safira
      Serena
      Siena
      Tamar
      Verena
      Violeta
      Ximena
      Zara

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    2. A sua listinha é muito bonita! Não sei se vive no Brasil mas, sendo o caso, Matilde seria uma boa escolha, caso pretenda um nome pouco usado! Caso viva em Portugal, o meu preferido seria Betina, já que cá pouco se ouve!

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  15. Acho que depende das situações. Tenho uma amiga cuja mãe faleceu quando ela tinha 15 anos, ela tem agora 30 e diz que, se tiver uma filha, se vai chamar Isabel como a mãe. Aí houve uma experiência verdadeiramente traumática e uma perda da mãe ainda em criança, foram poucos os anos em que conviveram, fica aquela falta a vida toda e a vontade de a homenagear e, de algum modo, mantê-la presente na sua vida e na vida de uma neta que nunca chegou a conhecer. Se for, por exemplo, uma pessoa de 35 anos que vai dar ao filho o nome do avô que faleceu quando já tinha 85, já acho um pouco mais despropositado, mas aí pode ser a ideia de dar um nome de família e acho essa opção tão válida como a de dar o nome de algum pai/avô que ainda esteja vivo (eu pessoalmente não aprecio, porque gosto de nomes diferentes e não de repetir nomes em todas as gerações, mas há quem goste).

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  16. Acho muito possível, claro que depende da escolha de cada um. No meu caso, prefiro me inspirar nos nomes dos familiares mais queridos e renová-los para nomes mais atuais e novos, assim a criança não fica com um nome "de velho"/usado/passado, mas ainda possui uma ligação emocional positiva. Por exemplo, no Brasil, uma pessoa que tem a avó Sônia pode homenageá-la com uma filha Sofia, nome mais jovem e menos datado.

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    1. Acho tão curioso que, no Brasil, Sónia seja já nome de avó... Faz sentido, claro, mas é mais um "choque cultural": aqui, as Sónias são as mães as Leonores e das Matildes... =)

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  17. Como nome do meio, é passível. Como primeiro nome, não gosto. Trás um karma desnecessário à criança.
    E também não concordo com os pais a porem o nome do pai (ainda viva) como primeiro nome do filho, uma prática super egoista.

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  18. E que tal esta questão para o debate: se o que pretendemos é homenagear um ente querido, será que o nome em si entra na equação? Estaremos dispostos a sacrificar o nosso gosto pessoal ou a atribuir a uma criança um nome cujas características não sejam do nosso agrado?

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  19. Eu era capaz de dar um nome de um familiar a um filho, mas como 2º nome e só se fosse um nome que gostasse. A criança seria tratada normalmente pelo outro nome.

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  20. O meu avó que faleceu a alguns anos chamava se Ventura agora estou gravida de 8 meses queria homenageá lo por isso acabei por encontrar a forma perfeita de o fazer já que Ventura como 1º nome nunca me agradou e assim cheguei a Mateus Ventura, o nome que terá o meu filhote

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  21. Eu chamei Lidia à minha primeira menina em homenagem a minha avo maternal que eu adorava (e adoro). A minha filha sabe (tem 6 anos) e aprecia que foi um gesto de amor. Tambem gostava do nome e, dado que vivo em Inglaterra, tem o mesmo som que em ingles o que ajudou ainda mais...o segumdo nome e o nome da avo paterna minha e do meu marido Cesarina

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  22. Depende do nome do ente querido falecido. Quando fiquei grávida do meu filho equacionei pôr o nome do meu avô, já falecido, mas acabei por não fazê-lo, por ter um vizinho de três anos com o mesmo nome. O nome era Afonso, acho muito bonito. Mas se fosse um nome que não gostasse mesmo nada nunca o daria a um filho.
    O nome é para a vida.

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  23. Sinceramente, penso que não precisamos de colocar o nome de um familiar falecido para demonstrar a dor da perda, mas não deixa de ser um gesto bonito...muita gente fá-lo e, na maioria das vezes, com os nomes dos avós ou bisavós. Também há quem coloque o nome dos avós, mas ainda com estes vivos. Depende de cada pessoa e do nome também, claro!
    A minha bisavó chamava-se Maria das Dores e foi uma pessoa muito importante na minha vida, no entanto, sempre esteve fora de questão colocar Maria das Dores à minha filha. Chama-se Maria, mas nem foi com esse propósito, foi mesmo porque gostávamos do nome Maria (só Maria).

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  24. Tive uma avó chamada Isaura. Acho um nome belíssimo e gostaria de nomear minha filha com ele.

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Com tantos nomes à escolha, vai mesmo ser apenas Anónimo? :)