O papel do pai na escolha do nome

27.7.12


Quando eu nasci, os meus pais ainda não tinham tomado a decisão final sobre o meu nome, até porque desconheciam o sexo do bebé. Não sei bem os contornos da história, mas foi o meu pai quem me registou, a partir de uma lista onde também constavam Inês e Ivone;  optou por Filipa, acrescentando-lhe Ana como primeiro nome e, não satisfeito, aumentou número de apelidos porque o primeiro e o último começavam pela mesma letra e "não soava bem". Eu, que conheço os meus pais de gingeira, quase não consigo acreditar nesta história. A minha mãe, super opinante, não foi capaz de determinar o nome da primeira filha?! E o meu pai, super relaxado, percebeu que Ivone P.P. não era boa ideia?! Inacreditável. 
Nestes três anos de escrita regular no blog já recebi muitos emails mas poucos foram escritos por homens. Os comentários masculinos no blog não são em grande número e tenho mesmo pena que isso aconteça, porque acho que seriam comentários muito pertinentes. Em casa, o André também tem quase sempre a postura de "bla bla bla... Whiskas saquetas" e só reage para dizer "que horror!". Será que o facto de os nomes masculinos serem menos oscilantes que os femininos lhes garante maior despreocupação em relação ao assunto? Até compreendo que não seja um tema minimamente interessante durante o namoro ou casamento, mas durante a gravidez deve ser impossível escapar à conversa! 
Como sempre, não devemos generalizar, porque também há pais que dão palpites, que escolhem os nomes e algumas vezes conseguem ser tão inflexíveis como as mamãs. Contem-me a vossa experiência ou a experiência de quem vos rodeia: os pais do bebé acompanharam o processo de escolha do nome? A postura foi pró-ativa ou reativa? 

18 comentários :

  1. No meu caso foi o meu pai que escolheu o nome, ao que a minha mãe disse que sim... Já também tinha escolhido o da minha irmã... e também tinha escolhido o de rapaz que não chegou a ter...

    Pelo que contam também foi o pai do meu namorado que escolheu o nome do filho...

    Acho que os pais muitas vezes escolhem, mas não gostam verdadeiramente de nomes... Às vezes pergunto ao meu namorado se gosta deste ou daquele nome, os gostos dele são muito básicos :P Um dia se tivermos filhos vai ser complicado fugir a nomes comuns... Lá está o facto de ele se chamar Humberto e ter agora 28 anos, não contribui muito para ele apreciar nomes diferentes... Acho que para ele todas as mulheres se chamavam Maria e todos os homens se chamavam João...

    Já agora o meu namorado não gosta do primeiro nome, embora já esteja mais acostumado. Ele como pessoa prática chateia-se de ter 3 apelidos, sobretudo quando no estrangeiro lhe perguntam entre os 5 nomes quais é que interessam... E acho que não gosta particularmente de ter no seu nome, o nome completo do pai (o 2º nome dele é o nome próprio do pai e depois tem os dois apelidos do pai)... Acho que tudo isto lhe faz não apreciar muito esta temática...

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  2. Eu estive 29 dias sem nome, tal foi o dilema dos meus pais, a escolha para o nome da minha filha - Isabel - não foi muito diferente, esteve 5 dias sem nome, a escolha foi dos dois, e o pai esteve sempre activo na discussão. Antes de sabermos que era uma rapariga tinhamos 2 nomes para rapaz - Miguel escolha do pai (com o mesmo nome...) e Nicolau, escolha minha, quando soubemos que era menina as coisas complicaram-se e muito, ele queria Madalena eu queria Margarida, eu queria Maia ele queria Gaia, ele queria Petra eu queria Ariana, no hospital ainda apareceu o nome Erica, Isabel foi o único que teve consenso, talvez por ser um nome intemporal. Acho que valeu a pena esta discussão de 9 meses!

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  3. Durante a minha gravidez, muitos foram os dias que discutimos o nome a dar à nossa filha. Não chegávamos a nenhum consenso pois tinhamos gostos muito diferentes. Durante uma semana tinhamos a Margarida, na próxima tinhamos a Ana..Enfim! Depois de muito andar optámos por Inês que ironicamente tinha sido a nossa primeira opção. O meu marido sempre foi muito ativo na escolha do nome( e ainda bem) e embora fosse dificil escolher um nome que agradasse aos dois eu sempre quis que o nome da nossa filha fosse uma escolha dos dois... Hoje fico feliz porque adoro o nome da minha filha e o pai também ;))

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  4. Eu estive nove meses como Vasco (tal era a obsessão, que todo o meu enxoval era azul) e, quando nasci, também estive cerca de uma semana sem nome. Acabou por ser o meu irmão a nomear-me, pois nenhum dos meus pais cedia, tal era a opinião forte (seria Margarida ou Mariana - acabei Joana).
    A minha filha mais velha não teve qualquer hipótese, Mariana era o nome que eu queria pôr desde menina e o meu marido achou sempre bem. Se fosse menino, seria Jaime e, agora, quando veio o irmão, foi esse o seu nome.
    O pior é que se acabaram aqui os nossos consensos. O meu marido até gosta de nomes algo diferentes (um dos favoritos dele é Gaspar), mas nunca conseguimos chegar a acordo. Assim, quando vier o terceiro filho, estamos bem tramados, porque somos capazes de ter uma disputa interessante. Pela minha experiência os homens não se interessam muito por nomes como hobbie, como nós aqui discutimos, mas são muito vocais quando se trata de escolher os nomes dos filhos.

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  5. O meu não liga pevide...lol
    Só se manifesta quando a brincar eu digo que pomos Asdrúbalina.
    E não consegue compreender porque é que eu deixo de gostar de um nome quando este se torna moda. Às vezes nem eu própria compreendo muito bem!lol

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  6. PS- No meu caso, os meus pais estiveram de acordo, mas acho que foi o meu pai a sugerir o método de nomeação...lol. O nosso primeiro nome (meu e do meu irmão) é o segundo dos nossos pais e o nosso segundo foi o que lhes pareceu que combinava bem (no meu caso, um claro exemplo de como conjugar dois nomes bonitos nem sempre dá bom resultado) Cristina Sofia. Lindíssimo...

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  7. Nós escolhemos os nomes antes de casarmos, um para cada sexo. Violeta e Xavier.
    Escolhemos os dois e foi muito fácil chegarmos a um consenso porque temos gostos parecidos. O meu marido adora nomes pouco usuais tal como eu. Ele aprecia nomes! E acredito que hajam mais homens que apreciam nomes, mas eles são sempre mais acanhados.
    Tivemos uma Violeta, e agora que andamos a pensar no 2º filho voltamos a escolher um nome para menina, Zara, e até foi o meu marido que falou primeiro nele, eu adorei logo à primeira. Xavier mantém-se!
    Para mim seria impensável passar 9 meses sem um nome, muito menos ficar uns dias sem nome depois de nascer, acho tão importante durante a gravidez falar-se do bebé pelo nome, "quando a Violeta nascer..." é muito diferente de "quando o bebé nascer"...

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  8. Acho que meu marido é exceção, pois escolheu, com muita boa vontade, o nome do nosso pequeno. Ademais, no curso do nosso namoro conversamos várias vezes sobre nomes de filhos.

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  9. No meu caso foi o meu pai que escolheu o meu nome, e de quase todos os meus irmãos...Qto ao meu filhote que vem a caminho eu queria que tivesse um nome que o pai tb gostasse, embora tenhamos gostos mto diferentes, ele queria Bruno (cheguei a pedir sugestões de nomes compostos p ver se algum me agradava), e eu queria Martim, k ele tb ñ gosta...fiz uma lista e dessa lista o único nome que ele gostou foi Matias, e ficou...além disso ele ainda quis que o bebé tivesse um nome composto, então ficará João Matias, ao gosto de ambos os pais :)

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  10. Meu pai q escolheu meu nome e minha mãe o nome dos meus dois irmão homens. Meu pai queria uma menina, e ficou torcendo desde o primeiro pra ser Andreia, mas qndo eu resolvi vir, ele desistiu da ideia e minha mãe sugeriu alguns nomes, dentre eles ele escolheu Patrícia :) ainda bem, adoro meu nome.

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  11. Adorei as vossas histórias, muito obrigada pelo relato das experiências! Também me parece que os homens são menos dados à discussão de nomes sem nenhum propósito. Durante o fim-de-semana, num jantar de amigos que estão à espera de um menino, foi um tema bastante debatido e os homens tinham ideias muito vincadas!

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  12. O meu pai acompanhou o meu e o meu marido acompanhou o do meu filho... nem me faria sentido que assim não fosse... o filho é dos 2! Metade vindo de cada um de nós... :)

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  13. Completanto: Os meus pais não sabiam se eu era menino ou menina e a minha mãe teve a ardua tarefa de ir sugerindo nomes que o meu pai rejeitava terminantemente lol... ele queria nomes diferentes... Daí o meu nome ser Marisa!... Se fosse rapaz teria sido Igor porque o meu pai não queria João, José nem nada parecido! Eram tudo nomes muito normais pra ele! Haviam muitos!
    Pra menina ainda tiveram como opção Mónica e penso que Patricia... :P
    Com o meu filho, só escolhemos depois de saber que era rapaz porque o meu marido tem a bela ideia de que é perda de tempo escolher sem saber o sexo!... Então entre Grabriel (opção dele) e Francisco (opção minha) chegamos a Mateus... Ele não gostava da minha opção, eu não gostava da dele, tirando nomes que não batiam aos 2 ficaram Alexandre, Guilherme e Mateus... depois de 5 minutos apercebemo-nos que seria Mateus e ficou resolvido em menos de nada! :)

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  14. O meu companheiro interessa-se menos por nomes do que eu mas tem um leque de gostos bastante mais estrito! Basicamente para os nomes dos nossos filhos eu gostava de vários e ele de muito poucos, entre essa intersecção assim foram escolhidos :)
    Mas temos gostos comuns: nomes curtos, só um nome próprio, nem demasiado comum nem demasiado original...

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  15. Os homem ligam muito aos nomes! Falo por mim, claro xD
    A minha mãe não sabia o meu sexo, e por isso, não escolheu à partida nenhum nome específico, foi das tais que aguardou até me ver, e quando me viu, a única coisa que lhe ocorreu foi...Rafael Alexandre, e assim ficou...o meu pai, neste caso, não teve voto na matéria, ahahah xD

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  16. Eu acho que vivo numa realidade diferente! Pela minha experiência só as mães é que se interessam pelos nomes. Aliás, os pais nem se interessam nem opinam; aceitam o nome que a mãe quiser e pronto. Bem, mas mais uma vez, isto no meu universo masculino ...

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  17. No meu nome, sinceramente, nem sei bem quem escolheu - creio terem sido os dois; quanto ao nome do meu irmão, a história é diferente: o meu pai sempre adorou esse nome e a minha mãe não ligava...

    (acertaram sempre nos tops dos nomes da altura. arre!)

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  18. diz-se na minha família que o meu nome foi escolhido pelo meu irmão por causa da menina por quem ele tinha uma paixoneta. é um nome composto mas gosto muito mais de cada um dos nomes do que do composto, talvez seja por isso que nunca me agradou muito a ideia de pôr um nome composto quando tivesse filhos (apesar de ser tradição na família do meu marido que o segundo nome acabasse em -el mas eu acabei logo com essa tradição porque entre os femininos o único de que gosto é Isabel, que logo por azar é o nome da ex dele portanto NEM PENSAR)
    como engravidei de uma menina, quis dar-lhe o nome que desde pequenina imaginava dar a uma filha. só havia um nome de que o meu marido gostava mais mas como é um dos meus nomes, não queríamos repetir. portanto ele nao teve grande opiniao no sentido em que gostava da minha sugestão e respeitava que apra mim era muito importante. se tivesse sido um rapaz, teria sido tudo muito mais complicado visto que tanto ele como eu temos apelidos com nomes próprios. sobram poucos nomes que combinem bem e desses não concordamos muito. Ambos gostávamos de Miguel e Daniel, mas de resto todas as minhas outras sugestões eram chumbadas (o meu nome preferido é Samuel). ironicamente, Daniel era o nome que eu e o meu ex namorado dizíamos que queríamos dar a um filho... portanto isso de andar a debater nomes anos antes depois pode estragar um bocado a escolha quando chega a altura certa.

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Com tantos nomes à escolha, vai mesmo ser apenas Anónimo? :)