Apesar de ter andado muitíssimo afastada destas andanças ao longo de 2022, em meados de Outubro já tinha poucas dúvidas sobre aquele que, na minha opinião, seria o Nome do Ano. Em edições recentes, tive oportunidade de destacar o clássico Francisco, que passou a liderar o ranking masculino, e também Alice & Lourenço - dois nomes que, do meu ponto de vista, serão os dois nomes fortes desta geração. O destaque destes nomes era bastante evidente e isso era atestado pelo lugar que ocupavam no ranking. Este ano, porém, iria escolher Camila, um nome que parecia estar na lista de todas as mães com quem falei mas que estaria algo longe de um possível ataque ao top 5. Por isso, foi com alguma surpresa que encontrei Camila na 10.ª posição do ranking divulgado ontem no jornal Público. Surpreendeu-me, porque Camila já tinha subido até à 13.ª posição, em 2020 mas, em 2021, desceu para 16.º, o que poderia dar a entender que o seu melhor resultado já teria ficado para trás. E surpreendeu-me um salto de 6 posições dentro do top 20, que não é uma coisa que aconteça com frequência! Superou muito a minha expectativa - teria apostado mais em Clara para uma entrada no top 10, mas a verdade é que o facto de este ser muito usado no composto Maria Clara joga a desfavor.
Camila é um nome bonito, delicado mas jovial, internacional, com alguma tradição em Portugal mas que parece moderno. É fácil perceber por que motivo é tão apelativo para a geração que cresceu com a Camila de Laços de Família, mas não deixa de ser curioso que um nome que se ouviu durante tanto tempo com uma carga tão negativa esteja no auge no preciso momento em que a Camilla Parker Bowles se tornou Camilla, rainha consorte!