A Anna
sugeriu este duelo há uns tempos.
Ema foi um nome em destaque aqui no blog nos últimos meses graças à
Sophie, e
Eva tem de estar a apitar nos radares de quem está atento às tendências dos nomes. Nenhum dos dois é absurdamente popular em Portugal, mas ambos são trendy. [atualização: em 2013, já estavam ambos no top 100 português - Eva na 23.ª posição e Ema na 39.ª]
Eva é um nome icónico; na Bíbilia é descrita como a mulher de Adão, aquela que foi criada a partir de uma costela, que não resistiu à tentação e provou o fruto proibido, levando a que o duo fosse expulso do Jardim do
Éden (que, se eu mandasse, era aprovado como nome próprio, apesar de saber que, quanto muito, é um toponímico)
. O nome surgiu através do hebraico
Chawwa e hoje em dia significa "mãe" ou "a que dá a vida".
Ema começou por ser um diminutivo de vários nomes germânicos começados por
Ermin ou
Ermen mas impôs-se como nome próprio, de tal forma que hoje em dia é um dos nomes mais usados em vários países, como podem ver no
Behind the Name (obviamente que a pesquisa, para ser mais correta, tem de ser efetuada com os dois M -
Emma - e, no mesmo site, também podem ver a popularidade de
Eva).
Ema, "a que cura o universo", teve um grande destaque na literatura graças à escritora Jane Austen, numa obra que mais tarde foi adaptada ao cinema e que tinha a atriz Gwyneth Paltrow como protagonista. E não consigo deixar de referir a Emma, filha da Rachel e do Ross, da série Friends. No episódio, o casal estava indeciso entre Isabela e Dalila e, a certa altura, a Mónica diz que escolheu o nome da filha aos 14 anos: Emma. E pronto, assim se
rouba um nome à melhor amiga. Não resisto a partilhar
a cena, que é uma delícia.