
Pensem um bocadinho e digam-me: seria assim tão espantoso se todas as famílias portuguesas tivessem um Joaquim na sua árvore genealógica? Creio que não, já que foi um nome muito popular em Portugal durante décadas. Depois de anos e anos no top 10 (foi 4.º em 1920, 5.º em 1930, 5.º em 1940, 6.º em 1950 e 9.º em 1960), Joaquim foi perdendo espaço para nomes mais contemporâneos mas, pelos vistos, continua a ser considerado como um nome adequado para bebés por bastantes pessoas, como comprovam os 71 registos alcançados em 2011 e os 70 registos em 2012, que o colocam na 69.ª posição do ranking o que, confesso, me surpreende um pouquinho! E digo isto porque Joaquim não me soa da mesma forma que António, Manuel e Luís, sendo, a meu ver, um pouco mais rude. Eu não vejo nisso um problema (aliás, faço leitura semelhante de Rodrigo e Martim) e acho que Joaquim pode muito bem ser o nome ideal para um miúdo cheio de estilo, capaz de encher de vida um nome que carrega um pouquinho de pó nos ombros. Isto, claro, se Quim não entrar na equação porque até eu, que amo diminutivos, detesto Quim, preferindo mil vezes Joca.
Por curiosidade, consultei os
Editais da Direcção-Geral de Pessoal e Recrutamento Militar, que inclui os cidadãos nascidos entre 1993 e 1994, e encontrei 167 jovens com Joaquim como primeiro nome e 157 que o têm como segundo nome; e foi nesta condição de segundo nome que encontrei Joaquim associado a nomes que hoje consideramos frequentemente como "betinhos" e que me agradaram:
- Afonso Joaquim
- Bernando Joaquim
- Frederico Joaquim
- Gonçalo Joaquim
- Lourenço Joaquim
- Martinho Joaquim
- Tomás Joaquim
Joaquim provém do hebraico Yehoiachim e o seu significado anda algures entre "criado por Deus", "Elevado por Deus" ou "Deus irá julgar".