O duelo de hoje opõe dois nomes que me agradam muito. Apesar de serem seculares, são também ótimas escolhas para um bebé nascido nos dias de hoje e integram o lote de nomes que apontei como tendência para 2013.
Comecemos pelo mais pequeno. Toda a gente conhece o nome Gil mas, o que provavelmente escapará à maioria é que se trata da versão popular de Egídio, que significa "cabritinho". Em 2012 foi, juntamente com Rui, o representante dos nomes curtinhos no top 100; curiosamente, ambos me remetem para a Idade Média, tal como Gastão, Guterre, Garcia. E regressando à popularidade: foi o 80.º nome mais popular de 2012, com 49 registos, mais um do que em 2011. E não se esqueçam que a pouca popularidade não o torna num nome desconhecido para os portugueses, já que Gil Vicente (que foi pai de Gaspar e Belchior, e de Paula, Luís e Valéria) e Gil Eanes são figuras proeminentes da nossa história e, no Brasil, não podemos deixar de mencionar o incontornável Gilberto Gil.
Jaime, que em 2011 teve 49 registos e em 2012 teve 42, foi o 86.º nome masculino mais popular do ano passado. Sendo uma das muitas variantes de Iacubu - que também origina o recém aprovado James - significa "que Deus protege". Este James foi ainda responsável pela utilização de Gemes que, entretanto, deixou de se usar. Em Portugal, um dos Jaimes mais notáveis foi Jaime Zuzuarte Cortesão que, entre outras actividades, foi um dos fundadores da revista Seara Nova.
Apesar de serem mais discretos do que os nomes mais populares da actualidade, acho que Gil e Jaime são bonitos e vibrantes. Não são muito internacionais, mais Gil não anda assim tão longe de Giles e Gilles, e Jaime até pode ganhar com o destaque que a série norte-americana Guerra dos Tronos está a ter na atualidade, apesar de poder ser facilmente confundido com Jamie.


