Quando há uns dias abordei o nome
Benedito, sabia que as opiniões dificilmente seriam favoráveis. Não só não foram, como também o contador de votos indica que, até ao momento, 520 participantes não gostam do nome, contra 62 que gostam. A rejeição é mais do que evidente, mas será suficiente para riscar o nome da minha lista de usáveis para 2014?
A resposta é Não, mas eu não sou uma pessoa "normal". Eu encaro os nomes de uma perspectiva muito particular que, muitas vezes, vai contra a opinião dominante. Se acho todos os nomes bonitos? Não. Se eu sei distinguir entre os nomes que a maioria dos portugueses acha aceitável e os que acham imponderáveis? Sei. Mas, hoje em dia, para que eu diga a outra pessoa que determinado nome não é usável, é preciso que esteja totalmente demodé (e sim, há nomes muito normais que estão totalmente fora de uso e que dificilmente se usarão nos próximos dez anos) ou que o nome seja tão, tão, tão moderno, que nunca o tenha ouvido noutro lado e que me pareça, apenas, uma palavra inventada.
Ainda assim, não é só o meu conhecimento alargado sobre os nomes que me faz achar que não devemos deixar de usar um nome só porque os outros não gostam ou ainda não despertaram para ele. É também uma questão de personalidade. Como já disse por diversas vezes, não tenho problemas em mudar de opinião. Mas, para isso, têm de me apresentar argumentos fortes e que se estendam para além de...
- Já ninguém usa esse nome;
- É nome de velho;
- É nome das novelas;
- Não é nome de gente;
- É um nome propício a brincadeiras maldosas.
Não ponho em causa a legitimidade destas preocupações mas, simplesmente, já não me identifico com elas e não me parecem robustas a ponto de me fazer mudar de ideias, porque as ouço a respeito de todos os nomes. E não pensem que sou uma inconsequente que não vê mal nenhum na possibilidade de uma criança ser atormentada na escola por causa de um nome. É claro que me preocupa e é claro que acho muito mal! Até porque a questão da personalidade também se coloca noutro ângulo: terei ou não arcabouço emocional para aguentar sorrisos amarelos e comentários depreciativos a respeito do nome do meu bebé? E quando ele crescer, terei como consolá-lo quando ele chegar a casa a chorar, porque alguém lhe disse que tem um nome terrível? Não é algo que deva ser decidido de ânimo leve mas, muito por causa da lista do IRN, não acredito que os nomes próprios portugueses sejam assim tão traumatizantes, exceptuando, talvez, Castor...
Resumidamente, se eu gostar verdadeiramente de um nome que não é aceite pelos outros devido a considerações subjectivas (e olhem que gosto de muitos nomes que eu considero muito aceitáveis e que poucos gostam, como Eurica, Frederica, Guiomar, Lopo, Viriato e Teodoro), não o riscarei da minha lista se esse nome não for posto em causa como nome próprio, se não for ofensivo ou insultuoso e se, em plena consciência, eu achar que ele não porá em causa o bem-estar do meu filho.
Gostava de reiterar um pedido: se não vos causar um grande transtorno, tentem assinar os comentários, ajudava-me muito na altura das respostas! Até podem usar o Anónimo e acrescentar-lhe apenas um número...