Greta

em 03/12/19


Fiz o meu percurso escolar em escolas públicas e se é verdade que podia apontar vários problemas, não posso deixar de louvar o esforço e empenho que era colocado nas acções sensibilização para os grandes temas da década de 90. Houve alturas em que achei que devia ser inevitável que eu e todos os meus colegas de escola nos tornássemos toxicodependentes, porque parecia que estávamos em alerta máximo. Realisticamente, não éramos de todo uma população de risco, tanto que, durante uma dramatização ao som da High and dry dos Radiohead, fiquei muito confusa quando me deram uma colher e farinha, para interpretar uma drogada. Juro que não sabia o que é que aquilo tinha a ver com droga, mas entrei no espírito da coisa e dei o meu melhor... 
Mais tarde, foi a SIDA. Foram horas e horas a falar do tema e, uma vez mais, achei que seria praticamente impossível chegar aos quinze anos sem uma gravidez indesejada pelo meio. Creio que foi nessas aulas de educação sexual que comecei a sentir alguma empatia face aos professores, porque aquilo era muito, mas muito embaraçoso. 
E se falamos em grandes temas, não dá para escapar à Poluição e Reciclagem, certo? Pois é, foi o tema de projectos de área-escola, fizemos workshops, visitas de estudo, cartazes, baldes de separação, vimos documentários atrás de documentários e a coisa era de tal forma negra que uma vez mais achei que o fim da espécie estava para breve. 
Não sei qual é a realidade das escolas agora nem que estratégias utilizarão agora para trabalhar este tipo de conteúdos mas penso que deve ser muito mais difícil captar a atenção dos miúdos, tamanha é a quantidade de informação a que estão expostos desde muito cedo! Acredito, por isso, que activistas como a Greta Thunberg possam ser um óptimo ponto de partida para motivar os jovens, para os sensibilizar e mobilizar para as consequências das alterações climáticas, mesmo com o discurso inflamado e com todo o exagero que se lhe possa apontar. Até porque nós, adultos, não somos estranhos ao exagero, certo?

E porque isto é um blog de nomes e porque o nome do dia hoje em Portugal tem de ser Greta, vamos lá olhar um pouco para ele. Greta é um diminutivo de Margareta, que, por sua vez, está relacionado com o meu querido e amado Margarida. Encontrámo-lo há dias no top 10 italiano, sendo bem mais popular lá do que Margherita, e também está no top 100 sueco. Apesar de não constar na lista oficial do IRN, o nome foi registado em 2018 e, como tal, se e quando houver uma atualização, ele deverá aparecer. Aliás, Greta aparecia na lista anterior, por isso é quase garantido que é aceite. No entanto, não acredito que seja muito apelativo para a generalidade dos portugueses, por se tratar também de um substantivo pouco atraente, um pouco em linha com o que acontece com Frida e com Gema! 

2 comentários:

  1. Amei esse post! Rachei o bico com a sua história da colher de farinha! Kkkkk... Na minha escola era igualzinho.

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  2. Eu sempre gostei de Greta :) Sei que existe a associação com gretas mas felizmente não é isso que me ocorre quando penso em Greta. Em vez disso, imagino logo uma miúda de tranças compridas, loiras ou ruivas, vestida à moda medieval :)

    Para mim Greta é um nome tão literal como Clara ou Bárbara - que também não me fazem pensar em claridade ou barbaridade.

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Com tantos nomes à escolha, vai mesmo ser apenas Anónimo? :)