Nomes brasileiros - uma outra perspectiva 2

8.8.11


Hoje é dia de mais um texto escrito por uma comentadora - neste caso, a Vi, a quem eu agradeço muito pela disponibilidade e simpatia! O texto foi-me enviado antes da polémica dos nomes iguais, mas reflecte exactamente sobre essa questão...



Já faz algum tempo que vi o post "Pensamento Coletivo" no blog da Simone Monte [2007] e achei muito interessante. É, eu realmente odeio quando conheço alguém com o mesmo nome que o meu, acho muita falta de criatividade por parte das nossas mamães! O que não é o caso do meu pai, ele gosta de nomes mais exóticos, os filhos do 1º casamento dele se chamam Leomar (F), Lucemar (F), Eisenhower (M) e Magno (M).
Nunca estudei com nenhuma Victoria, mas fico super chateada quando conheço alguém com meu nome. É também uma situação muito chata quando estou com a cunhada do meu primo: além de termos o mesmo nome, nós somos chamadas na maioria das vezes de Vivi, e ficamos sem saber a quem estão se referindo...


Uma vez mais, lanço o desafio a todos os leitores, independentemente da nacionalidade: contem-nos a vossa perspectiva, os nomes que adoram e os que não suportam; o que vos fez adorar os nomes... Enfim, as possibilidades são imensas, basta que escrevam sobre nomes! Podem enviar os textos para o email nomesportugueses@gmail.com



10 comentários :

  1. Isto quer dizer que no Brasil que há uma liberdade total na escolha de nomes, em que eu sempre pensei que eram pessoas com uma criatividade incrível... acontece o mesmo problema que cá, as crianças têm todas o mesmo nome :P

    Estive numa grande "reunião" familiar este fds, cerca de 40. E estive a reparar os nomes que se repetiam: Fernando, com três exemplares, 2 de cerca de 40 anos e outro com 17. Dois António e dois João. A nível feminino, nenhum nome se repetia...

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  2. Uma amiga minha qndo teve seu bebê queria um nome para acompanhar Kauan, o nome teria que ser bíblico/religioso e não podia ser Gabriel porque todos os meninos tinham esse nome.. daí ela escolheu; Lucas. Rs...

    Achei muito engraçado pq tanto Lucas qnto Gabriel sofrem do mesmo problema, são nomes super comuns.

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  3. Ranking de nomes inscritos em cartório brasileiro
    Período de 01.01.2010 a 08.08.2011
    Colocação Nome Incidências
    1 MARIA 521
    2 ANA 367
    3 JOAO 294
    4 PEDRO 224
    5 LUCAS 187
    6 GABRIEL 172
    7 MIGUEL 153
    8 JULIA 132
    9 DAVI 131
    10 MATHEUS 129
    11 YASMIN 119
    12 GUILHERME 117
    13 LUIZ 107
    14 GUSTAVO 93
    15 VICTOR 87
    16 BEATRIZ 79
    RAFAEL 79
    18 ISABELLA 76
    NICOLAS 76
    20 ARTHUR 71
    SAMUEL 71
    22 VINICIUS 69
    23 DANIEL 68
    24 VITORIA 67
    25 FELIPE 65
    26 LAURA 61
    VITOR 61
    28 MARIANA 60
    29 CARLOS 57
    KAUA 57

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  4. A autora tinha respondido no outro dia a um dos meus comentários que não via problema em os miúdos terem nomes iguais, que não iriam ter qualquer problema com isso, nem iriam sofrer qualquer tipo de estigma, no entanto este texto de nomes brasileiros como Lucas, veio reforçar aquilo que eu tinha dito que iriam sofrer sim. Como é o caso do Lucas que está na praia e pensa que é a sua mãe que o está a chamar, no entanto é a mãe de outro menino com o mesmo nome.

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  5. Os miudos quando tal apanham cada torcicolo ao olhar para o lado sempre que ouvem o nome deles, vem cá ó Beatriz, vem cá ó Dinis ou Lucas como queiram. Se isso não é chato ou não causa problemas...

    Eu detestaria de ouvir sempre o meu nome sempre que passasse por todos os lados...

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  6. Ora bem, eu não considero isso um estigma, mas talvez seja uma questão de perspectiva. Quanto muito, concordo com a parte em que diz que "é chato". "Aborrecido". Para quem está na toalha a ouvir sempre as crianças a serem chamadas pelo mesmo nome, diria até "um tédio".

    Cenário 1:

    "Ó Matilde, sai da água!!"
    A criança olha para o areal, procura a mãe, vê que está perfeitamente serena. Volta para os mergulhos. Ou vê que a mãe esbraceja loucamente, e sai da água a correr.
    Vantagem: já pode meter conversa com a menina do lado "que giro, eu também me chamo Matilde!!! Yay, já somos melhores amigas"
    Desvantagem: no final do dia, são menos 10 mergulhos...

    Cenário 2:

    "Ó Nausica Yara, sai da água!!"
    No areal, ouvem-se sorrisinhos.
    - Como é que te chamas, mesmo?
    - Nausica Yara.
    - Nausica de náuseas?
    - Não, Nausica da Odisseia de Homero... Aquela que incendeia os barcos...
    - Ei, que fixe!!
    - Vamos ser amigos, escreve aí o meu email: nausicayara@lalalauiscassaquetas.com
    O puto escreve: nauzicaiara@lalalauiscassaquetas.com
    - Não é com Z, é com S. E não é com i, é com Y.
    - Ahh, desculpa!! nausycaiara...
    - Não!!!! Nausica é com i, mas Yara é com Y
    - Caracolis, não é fácil escrever o teu nome!
    - A quem o dizes, passo metade do dia a soletrá-lo. Anda lá: N-a-u-s-i-c-a-y-a-r-a...

    Em termos de "sofrimento", numa escala de 0-5, ao cenário 1 atribuiria 2. No cenário 2, atribuiria 4.

    O cenário 2 corresponde ao meu dia-a-dia, porque o meu sobrenome é único, estranho e propício a erros ortográficos. Como disse lá em cima, provavelmente é uma questão de perspectiva...

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  7. Bem esta conversa não saí do mesmo... Eu concordo com a autora, e sinceramente depois de andar a consultar a lista de escolas não acho que estes nomes estejam assim tão sobre-representados (também depende do contexto, claro) comparativamente ao que antes estavam outros nomes. Sempre houve nomes mais postos que outros, nos anos 80, Vera foi um nome muito escolhido, a minha prima Vera chegou a ter na turma outra Vera com o mesmo apelido. O nome Matilde, Leonor, Beatriz são as Ana, Vera, Sónia dos anos 80. As Anabelas dos anos 50, as Marias de quase sempre. Quase toda a gente tem um tio ou um primo Carlos, Luís, José, Joaquim, nascido entre os anos 40 e os 60. Eu tenho vários primos Fernando (O Fernando da Cristina, o Fernando da Helena, etc) e acho que eles não têm problemas com isso.

    Nos outros países onde há liberdade total também há nomes mais postos e menos postos. Nos EUA também devem existir muitas Isabelas e Jacobs pequenos sempre a ouvirem o seu nome. É natural que em todas as décadas, em todos os países alguns nomes sejam mais escolhidos que outros. Podemos gostar ou não do nome, agora temos que admitir que é uma coisa normal e que sempre aconteceu.

    E posso dizer que a minha sobrinha Matilde não tem qualquer problema com o nome dela. Nem de no colégio ser a Matilde O. (bolinha como ela dizia no início). E também acho que se o nome dela fosse Nausica era bem mais complicado.

    Já agora eu que gosto do nome Hugo, conheci um pequenino, parece que ainda há quem escolha os nomes da minha infância :P

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  8. Claro que é pior chamar-se Nausica, mas para ser diferente de Beatriz, Leonor, etc não precisa de chegar ao ponto de Nausica.

    Há nomes diferentes e não tão complicados.

    Por exemplo, basta até escolher Bruna, Mara, etc, etc que já se torna um pouco diferente do que os nomes habituais, percebe??

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  9. Eu percebo perfeitamente. Tenho um blog com mais de 400 posts a dizer isso mesmo.

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  10. Vamos lá ver quais os nomes que os famosos portugueses apartir de agora vão colocar aos seus filhos, como é o caso de Sofia Jardim que vai ter uma filha ainda este mês e Nelson Rosado um filho para Setembro.

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Com tantos nomes à escolha, vai mesmo ser apenas Anónimo? :)